O deputado estadual Gerson Claro, do PP, reafirmou seu compromisso no enfrentamento à violência contra a mulher e destacou que esse combate vai além da punição aos agressores, exigindo uma transformação cultural que promova respeito e igualdade. A declaração foi feita durante a sessão plenária da última terça-feira (14), quando o parlamentar solicitou um aparte à deputada Gleice Jane, que falava sobre a urgência da aprovação do Projeto de Lei da Misoginia no Congresso Nacional e a importância de aumentar a participação feminina em posições de decisão.
Gerson Claro ressaltou que o aumento dos casos de violência contra a mulher e a persistência de comportamentos machistas tornam ainda mais urgente a necessidade de ações educativas e preventivas. "Precisamos ampliar cada vez mais a conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Até indico a série 'O Conta da Aia' para fazermos essa reflexão. Não podemos aceitar a naturalização do machismo nem da misoginia. A mudança de mentalidade é um passo essencial para construirmos uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres", afirmou o deputado.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) também expressou seu repúdio a qualquer forma de violência contra as mulheres, sublinhando que a proteção da vida e da dignidade feminina deve ser uma prioridade para as instituições públicas. Essa defesa está alinhada a várias iniciativas implementadas nos últimos anos no estado, visando fortalecer a rede de proteção às mulheres.
Entre as ações destacadas, está o programa Todos por Elas, que resulta da colaboração entre a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o Ministério Público, o Governo do Estado e diversas entidades públicas e civis. Essa iniciativa inclui campanhas de conscientização, ações educativas e estratégias voltadas para a prevenção da violência de gênero.
Recentemente, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública também se uniu a esses esforços. Um novo sistema foi implementado, permitindo que policiais militares registrem, em tempo real, as fiscalizações realizadas junto às mulheres com medidas protetivas, enviando automaticamente essas informações aos processos judiciais. Esse avanço promete acelerar a atuação do Judiciário em situações de risco, funcionando inclusive em áreas sem acesso à internet e sendo expandido para todas as comarcas do estado, o que fortalece a rede de proteção às vítimas.
Para Gerson Claro, a tecnologia é um passo importante, mas deve ser acompanhada por um esforço contínuo de conscientização da população. "Ferramentas como o Conecta Promuse tornam a resposta mais rápida e eficiente, mas o verdadeiro enfrentamento à violência contra a mulher também depende da educação, da conscientização e do compromisso coletivo em romper com práticas machistas que ainda persistem na sociedade. É um trabalho que precisa envolver famílias, escolas, instituições e toda a comunidade", concluiu o parlamentar.






