O Exército Brasileiro está implementando uma nova estratégia na fronteira do Brasil com Argentina, Paraguai e Bolívia, com o objetivo de desarticular organizações criminosas e apoiar as forças de segurança pública. Denominada Operação Jaguaretê, essa ofensiva tem como foco o combate ao tráfico de drogas e outros crimes transfronteiriços. A coordenação da operação ocorre a partir de Mato Grosso do Sul, no âmbito do Comando Militar do Oeste (CMO), abrangendo ações que vão desde Santa Catarina até Rondônia.
O general Alcides Valeriano de Faria Júnior, comandante do CMO, revelou que a Operação Jaguaretê foi planejada há algum tempo e está pronta para ser executada. O caráter singular da operação implica que ela será realizada com recursos próprios da Força, destacando seu planejamento meticuloso e sua relevância no contexto das ações do Exército Brasileiro. Uma das principais diretrizes da operação é a colaboração estreita com outras forças de segurança pública, evitando interferências em investigações ou ações já em andamento.
O general Alcides enfatizou a importância do sigilo nas operações, ressaltando que, em regiões de fronteira, o fluxo de informações pode ser problemático. "Sempre com muito cuidado, porque aqui, você sabe, a fronteira é permeável e as informações também são permeáveis", afirmou. Essa preocupação com a segurança da informação é essencial para o sucesso da operação, que se propõe a fortalecer o papel do CMO na preservação da soberania nacional e na segurança pública em áreas críticas.
A Operação Jaguaretê também conta com a participação da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, que já está realizando ações Em Cascavel (PR). As operações incluem medidas preventivas e repressivas contra crimes como tráfico de drogas, contrabando e descaminho. As atividades consistem em patrulhamento terrestre e fluvial, instalação de postos de bloqueio e fiscalização de pessoas, veículos e embarcações, em colaboração com forças de segurança federais e estaduais.
Uma das ações mais significativas do Exército se deu com a apreensão de cocaína em Corumbá e Cáceres (MT). Nessa operação, foram interceptadas 260 toneladas de madeira provenientes da Bolívia, que poderiam ter ocultado até 50 toneladas de cocaína. Essa apreensão ilustra a complexidade e os riscos envolvidos nas operações de combate ao tráfico de drogas na região fronteiriça, evidenciando a necessidade de ações integradas e eficazes para garantir a segurança e a ordem pública.






