Prefeitura de Campo Grande investe R$ 2 milhões em climatização da Antiga Rodoviária

A Antiga Rodoviária de Campo Grande, que está em reforma há quatro anos, dará um novo passo em sua reestruturação com a instalação de um sistema de climatização. A Prefeitura homologou a contratação da empresa TMAC Engenharia Ltda. para realizar a obra, que exige um investimento de R$ 2.046.980,67. A homologação foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta segunda-feira (20) e representa uma nova fase no projeto, que ainda não foi entregue à população.

A decisão de climatizar o Terminal Heitor Eduardo Laburu ocorre em um momento em que a Prefeitura prorrogou novamente o prazo da reforma, estendendo a conclusão dos serviços para 21 de dezembro de 2026. Essa prorrogação, a nona desde o início das obras, foi justificada pela necessidade de ajuste no cronograma físico-financeiro, mantendo a NXS Engenharia Ltda. como responsável pela revitalização do terminal. O novo prazo representa mais 180 dias de espera para a população.

Desde o início da reforma, o custo da obra teve um aumento significativo. O contrato original sofreu aditivos que elevaram o valor de R$ 16.598.808,77 para R$ 24.157.865,28, um reajuste de aproximadamente 45%. Essa escalada nos custos reflete os desafios enfrentados ao longo do processo de revitalização e as constantes revisões nas etapas da obra.

A climatização é vista como uma das etapas finais da modernização do prédio, que está sendo transformado em um centro administrativo para abrigar órgãos da Prefeitura. A nova estrutura incluirá a sede da Fundação Social do Trabalho (Funsat), além de espaços destinados à Guarda Civil Metropolitana e outros serviços públicos essenciais.

Inaugurado na década de 1970, o Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu perdeu sua função de rodoviária da Capital em 2010, quando os serviços de embarque e desembarque interestaduais foram transferidos para um novo terminal na região do Jardim Veraneio. Desde então, o local passou por diversas propostas de revitalização, mas nenhuma foi concluída de forma satisfatória. A atual reforma busca reintegrar o espaço à comunidade, mas a população ainda aguarda a entrega efetiva da estrutura, que permanece fechada após anos de intervenções.

Com a homologação do contrato para a climatização, a Prefeitura avança em mais uma fase da revitalização, mas a expectativa é se este investimento será suficiente para concluir uma obra que se tornou um dos símbolos de atrasos na Capital.

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