Progressistas opta por neutralidade e descarta Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

Na manhã desta sexta-feira, dia 31, o Progressistas emitiu uma nota informando que o partido decidiu se manter neutro nas Eleições de 2026. A medida implica no descarte da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina como possível candidata a vice-presidente na chapa liderada por Flávio Bolsonaro (PL). Em sua publicação nas redes sociais, o Progressistas afirmou que, após consulta aos diretórios estaduais, a decisão pela neutralidade foi aprovada por maioria, resultando na não convocação de uma Convenção Nacional. Essa resolução já foi comunicada e aceita pela senadora Tereza Cristina, que é a líder do partido no Senado Federal.

O anúncio ocorre em um momento estratégico, já que as convenções estaduais do PP e do PL estão programadas para este sábado, dia 1º, em Campo Grande. No Estado, o Progressistas participa da disputa em federação com o União Brasil e é aliado do PL. O partido conta com Eduardo Riedel (PP) como pré-candidato à reeleição, que anteriormente atuou como secretário de Estado sob a gestão de Reinaldo Azambuja (PL). Azambuja é o atual presidente do PL No Estado e também é pré-candidato ao Senado Federal. Riedel já havia manifestado apoio a Jair Bolsonaro (PL) nas eleições gerais de 2022.

Enquanto isso, Tereza Cristina, que foi eleita senadora e ocupa o cargo até 2030, já havia sido cogitada como uma potencial vice na chapa de Flávio Bolsonaro devido à sua proximidade com a família do ex-presidente. Contudo, a senadora havia declarado em entrevistas que desconhecia qualquer negociação a respeito, afirmando em maio deste ano, durante a Expoagro, que seu objetivo era ser a primeira mulher a presidir o Senado Federal.

A situação se intensificou quando, em nota emitida pela Assessoria de Comunicação de seu gabinete, Tereza Cristina revelou que uma reunião com Flávio Bolsonaro para discutir a vice-presidência aconteceu na quarta-feira, dia 29. Ela descreveu o encontro como produtivo, mas deixou claro que nenhuma decisão foi tomada, já que a formação da chapa depende de avaliações políticas e acertos partidários.

O PL havia oficializado a candidatura de Flávio à presidência no sábado anterior, dia 25, e o senador tem até quarta-feira, dia 5, para definir o nome que ocupará a vice na chapa, conforme as exigências da legislação eleitoral. A neutralidade do Progressistas já era uma expectativa, considerando que o partido tem alianças com a esquerda em algumas regiões, onde planeja apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula (PT) à reeleição. Vale lembrar que, até recentemente, o Progressistas mantinha cargos em ministérios do governo petista.

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