Kaique, de 11 anos, encontrou no beisebol sua verdadeira paixão, abandonando outros esportes. A mãe dele, Salete Firmino de Toledo Baroni, observa de perto a dedicação do filho e do irmão mais novo, Samuel, de 6 anos, que participam há dois anos da Associação Nipo-Brasileira de Dourados. "O Kaique se apaixonou, deixou as outras modalidades e hoje se dedica ao beisebol. Já participou de campeonatos, tem medalhas, troféus, e isso é um orgulho para a gente", relatou Salete.
Esse relato se une ao de aproximadamente 70 crianças e adolescentes que são beneficiados pelo projeto Formando Cidadãos Através da Prática do Beisebol. A iniciativa, que é gratuita, atende principalmente jovens de famílias em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes não têm condições de adquirir equipamentos como tacos, capacetes e bolas oficiais.
Diante dessa realidade, a associação sempre buscou alternativas para garantir a participação de todas as crianças. Durante um bom período, os treinos foram realizados com doações e materiais improvisados. "Eram materiais usados, muitas vezes de adultos ou antigos, mas era o que tínhamos para emprestar às crianças", explicou a coordenadora geral do projeto, Fabiana Tiemi Arai Ito.
Recentemente, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) destinou uma emenda parlamentar ao projeto, permitindo que a Associação Nipo-Brasileira adquirisse novos equipamentos, como capacetes infantis, tacos adequados para cada faixa etária, conjuntos de catcher, tela portátil para rebatida e bolas oficiais. Essa melhoria traz mais segurança e adequação ao treinamento dos jovens atletas.
Fabiana ressaltou a importância dessa mudança no cotidiano da prática esportiva. "Agora cada categoria vai usar o equipamento adequado à idade. Isso também permite que o projeto participe dos campeonatos de forma regular", destacou. Salete notou também a diferença em casa. "As crianças treinam mais felizes quando têm material adequado. Uma bola nova, um equipamento em boa qualidade, tudo isso anima e faz diferença", afirmou.
O projeto, que é construído por voluntários e tem raízes na tradição japonesa do beisebol, continua a oferecer esporte, acolhimento e oportunidades para as crianças. Para a Associação Nipo-Brasileira, a emenda viabilizada por Lia Nogueira representa uma estrutura mais robusta para manter suas atividades. Para as famílias, isso traz mais tranquilidade, e para os jovens atletas, um incentivo maior para permanecer no esporte, enxergando no beisebol um futuro promissor.





