O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou sua oposição à obrigatoriedade de vacinas para crianças No Brasil Em um vídeo publicado na última sexta-feira, 7. Esta crítica surge em meio a um surto de sarampo em São Paulo, onde foram registrados 23 casos da doença. A legislação que estabelece a vacinação obrigatória está inserida no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Durante o vídeo, Eduardo Bolsonaro destacou que a imposição da vacinação é uma medida do governo, referindo-se ao presidente Lula, e afirmou que, caso ocorram problemas decorrentes da vacina, o governo não assumiria a responsabilidade. Ele compartilhou que, enquanto estava no Texas, assinou uma declaração que isentava sua filha da obrigatoriedade de vacinação, o que lhe permitiu matriculá-la em uma escola. Para ele, o modelo do Texas deveria ser adotado No Brasil.
Eduardo explicou que o processo no Texas foi simples, com a impressão de um documento que ele mesmo assinou e registrou de forma prática, pagando uma taxa de 10 dólares para formalizar a declaração. O ex-parlamentar, que é irmão do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro, argumentou que os pais devem ter a liberdade de decidir o que é melhor para seus filhos, sem a intervenção do Estado.
Ele também mencionou que, durante a pandemia, uma grande fabricante de vacinas isentava-se de responsabilidade por possíveis efeitos colaterais, um ponto que, segundo ele, reforça a necessidade de o Brasil adotar uma política mais liberal em relação à vacinação. Eduardo Bolsonaro criticou a responsabilização compartilhada com o governo, afirmando que, em caso de efeitos adversos, as autoridades provavelmente não assumiriam a culpa, sugerindo que poderiam até mesmo tentar encobrir investigações sobre o assunto.
A discussão em torno da vacinação obrigatória traz à tona um debate sobre a autonomia dos pais e a responsabilidade do governo em questões de saúde pública, especialmente em um contexto em que surtos de doenças evitáveis por vacinas ainda são uma preocupação no país.





