Moradores do Jardim Santa Emília, em Campo Grande, expressam sua insatisfação com a crescente onda de brigas e desordens na praça do bairro. Os relatos indicam que adolescentes e jovens têm sido os protagonistas dessas situações, que ocorrem diariamente e comprometem o ambiente anteriormente tranquilo, utilizado por famílias e crianças para momentos de lazer.
A praça, que conta com uma quadra esportiva, tem sido palco de disputas acirradas entre grupos que desejam utilizar o espaço. Informações da comunidade revelam que há horários reservados para aulas e atividades da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), mas outros frequentadores também se reúnem para jogar futebol, o que tem gerado conflitos frequentes. Um dos moradores, que preferiu manter sua identidade em sigilo, mencionou que episódios de desordem, incluindo o lançamento de uma bombinha dentro da quadra, não são incomuns.
A situação se agravou com um incidente em que uma criança de 11 anos foi agredida durante uma briga. Testemunhas afirmam que um jovem deu tapas na criança, levando a mãe do garoto a chamar a polícia. O agressor negou as acusações, alegando que apenas havia segurado a cabeça da criança. Esse episódio aumentou a apreensão entre os moradores que frequentam a praça.
Além das brigas, a presença de drogas nas imediações da praça também é uma preocupação crescente. Um dos moradores relatou que teve que deixar o local com sua filha devido ao forte odor de maconha, que se tornou evidente durante a brincadeira da criança. Os residentes da área já buscaram ajuda das autoridades e da Prefeitura, mas afirmam que os problemas persistem.
Dentre as solicitações feitas à administração pública estão o aumento das rondas policiais, a instalação de câmeras de segurança e a criação de uma base fixa da Polícia Militar ou da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na região, visando garantir a segurança e o bem-estar dos moradores que desejam usufruir da praça sem medo.






