Conflito em Campo Grande resulta em mulher ferida por bala de borracha durante prisão

Na tarde do último sábado (8), uma mulher de 51 anos foi atingida por um disparo de munição de elastômero, popularmente conhecida como bala de borracha, em meio a uma confusão que envolveu moradores e policiais militares no Jardim Canguru, em Campo Grande. A situação ocorreu enquanto a Polícia Militar realizava a prisão de um homem sob um mandado relacionado a estupro de vulnerável. Durante a abordagem, a mulher teria incitado os presentes a agredir o homem detido.

De acordo com informações da Polícia Militar, a prisão foi realizada de forma tranquila inicialmente. No entanto, enquanto os policiais transportavam o homem até a viatura, mais de 30 moradores se aglomeraram ao redor do veículo. Parte do grupo começou a gritar frases como “estuprador tem que morrer” e “vocês vêm para defender vagabundo”, o que levou os policiais a tentarem afastar os manifestantes com ordens verbais.

A situação se agravou, pois havia apenas duas viaturas na ocorrência e os policiais relataram receio de que o preso fosse agredido pela multidão. Diante do avanço dos moradores, a equipe optou por carregar uma espingarda calibre 12 como forma de advertência. Com o grupo continuando a se aproximar, foram efetuados dois disparos com munição de elastômero para conter a agitação.

Conforme o boletim de ocorrência, a mulher que foi atingida estava próxima à viatura e não obedeceu às ordens para se afastar. Ao contrário, ela avançou em direção aos policiais e ao preso, gritando: “Vamos matar esse estuprador”. Um dos disparos acabou atingindo sua perna. O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar os primeiros atendimentos e a mulher foi levada à UPA Moreninhas, sendo posteriormente encaminhada para a Santa Casa, onde o projétil foi retirado de sua perna.

Enquanto recebia atendimento médico sob escolta policial, a mulher proferiu ofensas aos militares, chamando-os de “vagabundos” e “policiais de merda”. Além disso, desobedeceu a uma ordem para não utilizar o celular. Em razão dos acontecimentos, o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) como incitação ao crime, desobediência e desacato. O homem que estava sendo preso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).

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