Denúncias de maus-tratos a cachorro em Campo Grande geram preocupação entre moradores

Moradores do bairro Lageado, em Campo Grande, manifestaram preocupação em relação a um cachorro que estaria sendo mantido em condições inadequadas. O animal, segundo os relatos, vive preso a uma corrente de menos de um metro, amarrada ao portão de uma casa situada entre a Rua Anselmo Selingardi e a Rua Dário Anhaia Filho. A situação se agrava, pois o cachorro permaneceria assim por longos períodos, sem a devida atenção e cuidados.

Uma moradora da área, que preferiu não se identificar, expressou sua angústia com o estado de saúde do animal. Conforme sua descrição, o cachorro, de porte médio a grande e pelagem preta com marrom, aparenta estar muito magro e apresenta dificuldades respiratórias. “Esse cachorro está há muito tempo assim. Ele fica preso nessa corrente curta, no portão. As vizinhas já testemunharam até ele comendo as próprias fezes”, relatou a moradora.

A denúncia destaca que os moradores perceberam uma mudança no estado físico do cachorro desde a chegada da atual moradora, que reside em uma casa alugada. Inicialmente, o animal era mais saudável, mas com o tempo, sua condição se deteriorou. “Quando essa moradora mudou para essa casa, que é de aluguel, ele era fortinho e, aos poucos, ele foi ficando fraco, e hoje eu vi que ele está só o ossinho e respirando bem fundo, de quem está enfraquecido”, acrescentou a denunciante.

A situação é ainda mais preocupante, pois a residência costuma ficar vazia durante boa parte do dia, deixando o cachorro preso sem supervisão. “A casa está sempre vazia. Provavelmente a moradora sai cedo e volta à noite, e ele está sempre assim, sempre preso, sempre preso desse jeito, numa corrente muito curta mesmo. Tem menos de um metro essa corrente ou, no máximo, um metro”, explicou a moradora.

Moradores da região tentaram buscar auxílio junto a órgãos públicos, mas relataram dificuldades em obter informações sobre como proceder com a denúncia. A denunciante afirmou que já foram feitas tentativas de contato com a Polícia, mas as orientações recebidas foram insuficientes. “Já procuraram a polícia, e elas não conseguem receber a orientação correta do que fazer, ou que órgãos buscar. O último recurso foi procurar a reportagem para ver se alguém pode ir lá ver o cachorro, estamos preocupadas pelo estado que o cachorro fica, de tão magrinho que ele está”, completou.

Imagens que foram enviadas à reportagem mostram o cachorro preso próximo ao portão da residência. Até o momento, não há confirmação independente sobre as condições de saúde do animal, a duração exata em que ele estaria preso ou a identidade do responsável por sua guarda.

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