O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (11) o desempenho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para julho Em Campo Grande, que apresentou um resultado de 0,07%. Esse índice é inferior à média nacional, que no mesmo período foi de 0,16%, indicando uma estabilidade nos preços de bens e serviços na Cidade Morena, no início do segundo semestre de 2026.
Até junho, Campo Grande havia saído da maior inflação entre as capitais para registrar o menor índice, conforme a análise do Correio do Estado. No acumulado do ano, o IPCA na cidade mostra uma alta de 3,44%, enquanto nos últimos 12 meses essa variação chega a 4,44%. Em comparação com outras regiões do Brasil, o IPCA não ultrapassou 0,32%, e algumas localidades até registraram deflação, como Belém (-0,45%) e Salvador (-0,32%).
Com relação aos grupos que impactam o índice, a variação na habitação foi significativa, passando de 0,63% em junho para 0,99% em julho. Esse aumento foi impulsionado principalmente pela alta nas tarifas de energia elétrica, que saltaram de 1,53% para 3,09%, representando o maior impacto individual no mês, com uma contribuição de 0,13 pontos percentuais. O IBGE destaca reajustes tarifários em várias concessionárias, como 8,85% em São Paulo, 14,89% em Porto Alegre e 19,55% em Curitiba.
No que diz respeito à alimentação, as variações também tiveram efeitos significativos no índice. O preço das frutas subiu 2,76%, enquanto o frango inteiro aumentou 1,82%. Por outro lado, a alimentação fora do domicílio teve uma queda de 0,11%, com lanches e refeições apresentando diminuições em seus preços.
É importante lembrar que Campo Grande encerrou 2025 com a menor inflação do País. Contudo, após três meses consecutivos de deflação, o índice voltou a subir em 2026, iniciando o ano com uma inflação de 0,48%, acima da média nacional. Até fevereiro, a cidade figurava com o segundo menor índice entre as capitais. Ao longo do ano, os preços da batata-inglesa, gasolina e óleo diesel foram considerados os principais vilões da inflação local, refletindo a pressão sobre os transportes e o custo de alimentos na região.






