Wilson Fadul, um médico militar carioca, deixou sua marca em Campo Grande ao assumir a prefeitura e, posteriormente, ser eleito deputado federal. Sua trajetória culminou em sua nomeação para o Ministério da Saúde, onde se destacou ao atender a população sul-mato-grossense no Palácio Capanema, sede do ministério. Durante seu mandato, Fadul possibilitou a chegada de pelo menos vinte ambulâncias ao estado, enviando ordens à Volkswagen para a produção dos veículos.
Essas ambulâncias, conhecidas como Kombis, apresentavam características inusitadas. O motor, por exemplo, ficava na parte traseira do veículo, diferente da maioria dos automóveis. Além disso, um detalhe curioso era que não era permitido colocar água no radiador. Entre as particularidades da Kombi, havia os suportes laterais, apelidados de “putaquepariu”, que proporcionavam segurança aos passageiros durante as viagens.
O impacto das ambulâncias Kombi foi imenso e rapidamente se espalhou pela comunidade. As viagens realizadas por esses veículos chamaram a atenção das multidões, tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais. Ao chegarem em suas cidades, as Kombis se tornavam verdadeiras atrações, atraindo visitas de pessoas que queriam conhecer o novo equipamento de saúde.
O sucesso das ambulâncias foi tão significativo que moradores da zona rural, em seus jeeps, frequentemente se dirigiam às cidades em busca de transporte para familiares doentes. Em vez de levar os pacientes em seus próprios veículos, preferiam o transporte nas Kombis, um sinal claro da confiança gerada por esses veículos na prestação de serviços de saúde.
Essa iniciativa de Wilson Fadul não apenas melhorou o acesso à saúde em Mato Grosso do Sul, mas também representou uma inovação no atendimento médico, consolidando um legado que seria lembrado por sua contribuição ao bem-estar da população local.






