Protestos de Estudantes de Medicina na Uniderp exigem melhorias estruturais e acadêmicas

Na quarta-feira (12), estudantes do curso de Medicina da Uniderp se mobilizaram em Campo Grande para reivindicar melhorias nas condições oferecidas pela instituição. Com cartazes que traziam mensagens como “Medicina não é mercadoria” e “Estrutura também faz parte da formação”, os acadêmicos expressaram sua insatisfação em relação a problemas estruturais, à qualidade do ensino e a mudanças acadêmicas ocorridas ao longo do curso.

Durante a manifestação, os alunos relataram que a infraestrutura da universidade apresenta sérias deficiências, como água acumulada em salas de aula, infiltrações e até a presença de escorpiões nas instalações. Imagens compartilhadas mostram o estado crítico das dependências que são utilizadas pelos estudantes, o que levanta preocupações sobre a segurança e o bem-estar dos acadêmicos.

Os estudantes também destacaram que o custo do curso de Medicina é elevado, com mensalidades que podem alcançar cerca de R$ 14 mil, podendo ser reduzidas a aproximadamente R$ 12,6 mil com desconto. Para eles, a qualidade da infraestrutura e dos serviços oferecidos deveria ser compatível com os valores cobrados pela graduação.

Além das questões estruturais, as reivindicações também incluem críticas às mudanças nos critérios de avaliação e à organização acadêmica. Os acadêmicos relatam que têm buscado apoio em cursos preparatórios e plataformas digitais para complementar o aprendizado e se prepararem para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Outro ponto de insatisfação refere-se ao internato médico, período em que os estudantes realizam atividades práticas supervisionadas em diferentes unidades de saúde. A Uniderp, por sua vez, esclarece que a Avaliação de Progresso e Proficiência Clínica (APPC) é um instrumento que visa acompanhar o desenvolvimento dos alunos, em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais.

A instituição reconhece que as mudanças podem gerar dúvidas e apreensão entre os acadêmicos e assegura que manifestações não resultam em retaliações. Representantes das turmas se reuniram com a coordenação do curso no dia 10 de agosto e estão convocados para um novo encontro em 18 de agosto, onde serão apresentados os cronogramas de obras e investimentos, além de discutir as propostas de melhorias acadêmicas dos estudantes. As sugestões devem ser protocoladas junto à coordenação até o dia 17 de agosto.

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