Mato Grosso do Sul investe R$ 120 mil em show gospel durante evento em Nova Andradina

O Governo de Mato Grosso do Sul firmou um contrato no valor de R$ 120 mil para a apresentação da cantora gospel Sued Silva na Marcha para Jesus 2026, que acontecerá Em Nova Andradina, no dia 22 de agosto. O show será realizado no Centro de Eventos Professor José Antônio Zanqueta, com início previsto para às 20h e duração estimada de 90 minutos. A contratação foi oficializada na edição do Diário Oficial do Estado de quarta-feira (12).

A artista, que é representada pela empresa Criative Music Ltda.-EPP, terá seu cachê igualado ao de outros artistas de renome em diferentes gêneros musicais, como a banda CPM 22 e o rapper Djonga, que também receberam R$ 120 mil por suas apresentações em eventos recentes. O pedido para a realização do show foi feito pelo Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul (Consepams), e o valor será custeado com recursos do orçamento estadual destinados à cultura.

Embora o extrato do contrato indique que o cachê permanecerá fixo e sem reajuste, não há informações detalhadas sobre a composição dos R$ 120 mil. Assim, não é possível determinar se esse montante inclui despesas com passagens, transporte, hospedagem, alimentação, equipe técnica ou músicos. Também não foram especificados outros gastos públicos relacionados à infraestrutura do evento, como palco, iluminação e sonorização.

A contratação de Sued Silva coloca a artista em patamar equivalente ao de outros músicos conhecidos. Em 2025, a CPM 22 foi contratada por R$ 120 mil para um evento em Caçapava, interior de São Paulo, enquanto o rapper Djonga também recebeu o mesmo valor por um show em Extrema, Minas Gerais, durante um evento dedicado à Consciência Negra.

Além disso, em agosto, o Governo de Mato Grosso do Sul já havia contratado seis apresentações ligadas a eventos religiosos, totalizando R$ 784 mil em investimentos públicos, abrangendo cidades como Campo Grande, Nova Andradina, Aquidauana e Coronel Sapucaia. Com a proximidade das eleições, a realização desses shows, agendados para os dias 22, 26 e 29, coincide com o período em que candidatos estarão autorizados a fazer propaganda eleitoral.

A intersecção entre a religião e a política no Brasil é um tema recorrente, especialmente em anos eleitorais. Contudo, a Lei nº 9.504/1997 estabelece restrições à propaganda eleitoral em bens de uso comum, o que, segundo a Justiça Eleitoral, pode incluir templos e espaços religiosos. Embora a presença de agentes políticos e a realização das Marchas não sejam proibidas, é necessário que manifestações de caráter eleitoral respeitem as normativas estabelecidas pelas autoridades competentes.

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