Uma recente enquete do Campo Grande News revelou que 40% dos leitores já tiveram experiências negativas relacionadas à queda de árvores ou galhos na capital. A pesquisa mostra uma divisão significativa entre os participantes, com 38% afirmando nunca ter passado por tal situação. Além disso, 22% dos entrevistados relataram ter testemunhado ocorrências desse tipo, mas sem serem diretamente afetados.
O assunto ganhou notoriedade após a trágica morte da estudante Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, que foi atingida por um tronco enquanto utilizava um patinete no Parque dos Poderes. O incidente ocorreu na quarta-feira, 19, em um dia sem chuva ou vento. A árvore caiu em direção à cerca que cerca a reserva, e parte do tronco se rompeu ao atingir um arame, atingindo Khadyja logo após ela passar por um ponto de ônibus na pista de caminhada.
Outro episódio recente que chamou a atenção para os riscos das quedas de árvores ocorreu durante uma tempestade no dia 10, quando uma árvore bloqueou a Rua Manoel de Almeida Tinoco, no bairro Chácara Cachoeira, por mais de 24 horas. Moradores relataram que a queda causou interrupções no fornecimento de energia elétrica na área. Eles afirmaram ter alertado previamente as autoridades sobre o estado deteriorado da árvore, que apresentava sinais de risco de queda.
Esses eventos levantaram a discussão sobre a importância da manutenção e monitoramento da arborização urbana, especialmente em relação a árvores que mostram sinais de deterioração. A cidade de Campo Grande tem ampliado suas iniciativas relacionadas à arborização nos últimos anos, buscando equilibrar o crescimento urbano com práticas sustentáveis e de preservação ambiental.
Em 2026, Campo Grande foi reconhecida pela sétima vez consecutiva como Cidade Árvore do Mundo, um título concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Esse reconhecimento é destinado a municípios que mantêm políticas de gestão e proteção da floresta urbana. No entanto, a certificação ocorre em um cenário repleto de desafios, como o crescimento urbano desordenado, mudanças climáticas e a frequência crescente de fenômenos extremos.
Diante desse contexto, especialistas indicam que o investimento em arborização, proteção de nascentes e educação ambiental é vital para preparar as cidades para os desafios futuros. A manutenção adequada das árvores é essencial para equilibrar os benefícios que a arborização oferece, como sombra, redução da temperatura e melhoria da qualidade ambiental, com a segurança da população.





