Vírus se destacam no controle de lagartas no Brasil

A aplicação de baculovírus no controle biológico de lagartas se mostra promissora no Brasil, especialmente no combate à Spodoptera frugiperda. Esses vírus fazem parte de um dos quatro principais grupos de agentes utilizados na biocontrole de insetos, ao lado de bactérias, fungos entomopatogênicos e macro-organismos. A contaminação das lagartas ocorre quando elas consomem folhas tratadas, não sendo necessário o contato direto com a pulverização. Após a infecção, a morte do inseto geralmente ocorre em um período de três a sete dias.

Um levantamento aponta a existência de cinco produtos disponíveis no mercado brasileiro: VirControl, Cartugen Max, Destroyer SF, Spodovir Plus e BaculoMip-SF. Algumas empresas fornecem vírus para outras companhias, possibilitando a ampliação de portfólios com produtos que podem apresentar o mesmo número de registro. As formulações desses produtos variam em características e validade, sendo que VirControl, Destroyer SF e BaculoMip-SF são pós molháveis e têm validade de 24 meses, sem necessidade de refrigeração.

O Cartugen Max, por sua vez, é um produto líquido que pode ser mantido entre +4°C e -18°C, apresentando uma validade de 60 meses. Já o Spodovir Plus também é líquido e deve ser refrigerado entre +4°C e +8°C, com validade de 24 meses. Destaca-se que Cartugen Max e Spodovir Plus possuem a capacidade de romper o tegumento da lagarta, enquanto VirControl e BaculoMip-SF têm o selo de tecnologia da Embrapa, sendo que o BaculoMip-SF combina ambas as características.

Além disso, há vírus que atuam em outras lagartas, como as da espécie Helicoverpa. Um estudo da Universidade Federal de Goiás (UFG) ressalta a importância do controle de qualidade para garantir a eficácia dos baculovírus no combate a pragas agrícolas. Com a crescente busca por alternativas sustentáveis e eficazes no controle de pragas, o uso de vírus representa uma estratégia valiosa para o setor agrícola brasileiro.

Essa tendência de utilização de baculovírus no controle de lagartas se alinha a um movimento mais amplo dentro da agricultura, que busca minimizar o uso de pesticidas químicos e adotar métodos mais sustentáveis. A eficiência e a especificidade desses vírus podem contribuir significativamente para o aumento da produtividade agrícola e a preservação do meio ambiente, refletindo a necessidade de inovações na forma como lidamos com pragas no cultivo de alimentos.

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