Ministério Público busca reinternação de adolescentes envolvidos em caso de morte de menina

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acionou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) com o objetivo de reverter a decisão que permitiu a liberação de cinco adolescentes suspeitos de estarem envolvidos na morte de uma jovem de 13 anos, residente em Naviraí (MS). O trágico evento ocorreu durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais. A informação foi divulgada na terça-feira, 22 de setembro de 2026.

Os cinco adolescentes foram apreendidos na primeira fase da Operação Lívia, realizada em 4 de agosto, e foram liberados pela Justiça em 16 de setembro. O MPMS argumenta que a internação deve ser mantida até que o processo seja concluído, considerando a gravidade dos fatos e a complexidade da investigação.

Na petição encaminhada pela 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí ao TJMS, o órgão defende a necessidade de prorrogar a medida cautelar. A promotoria justifica que os elementos coletados até agora indicam a atuação de grupos organizados em plataformas digitais, que operam com divisão de tarefas e hierarquia, além de se envolverem em práticas de violência psicológica, automutilação e indução de adolescentes vulneráveis ao suicídio.

O recurso também destaca a necessidade de análise de um grande volume de material digital, além da colaboração entre estados e até mesmo internacionalmente, e a atuação de órgãos especializados para a realização de perícias. O MPMS salienta que a lentidão nas investigações não se deu por falta de ação dos órgãos competentes, mas sim pela complexidade em individualizar as condutas e produzir provas técnicas.

Além da apelação, o Ministério Público apresentou duas representações para a aplicação de medidas socioeducativas contra outros adolescentes identificados durante as investigações. Na fase inicial da Operação Lívia, cinco adolescentes foram responsabilizados como integrantes e administradores dos grupos suspeitos.

As investigações foram ampliadas e agora incluem mais seis adolescentes, que foram localizados em diferentes estados, como Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro. A complexidade do caso reflete a necessidade de um acompanhamento detalhado e rigoroso das ações dos envolvidos, dado o impacto psicológico e social gerado pela situação.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest