Influenciador e irmão se tornam réus por envolvimento em esquema de rifas ilegais

O juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e tornou réus o influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk e seu irmão, Rafael Rezende da Silva Razuk. A decisão, publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (24), inclui mais seis investigados, todos alvos da Operação Rodas da Sorte, realizada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) em agosto deste ano.

Os outros denunciados na mesma ação são Danuza Costa Rezende da Silva, Cícero Fabiano Melo Silva, Haneman Alves Mendes, Hyan Lucas Alves Fernandes, Camila Matos Alves Mendes e Joaquim José da Silva Neto. Embora o processo tramitar em segredo de Justiça, a denúncia abrange diversas acusações, mas não especifica se todas foram aceitas em relação a cada réu.

Os denunciados têm um prazo de 10 dias para apresentar a resposta escrita à acusação, etapa em que poderão contestar preliminares, anexar documentos e indicar testemunhas, além de requerer a intimação dos envolvidos. O juiz também solicitou que os acusados se manifestem sobre a possibilidade de audiências por videoconferência e enviem cópias de seus documentos de identidade. Na ausência de defesa, a Defensoria Pública assumirá a representação legal.

A Justiça ainda ordenou a apresentação dos antecedentes criminais atualizados de todos os réus. A Operação Rodas da Sorte investiga crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar, além de sorteios não autorizados. Durante a operação, foram apreendidos mais de 20 veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 20 milhões, que estavam armazenados em um galpão vinculado ao influenciador.

As investigações revelaram que Eduardo Razuk movimentou quantias expressivas por meio da venda e divulgação de rifas clandestinas, realizadas através de suas redes sociais. Ele e Rafael chegaram a ter a prisão preventiva decretada e foram detidos, mas conseguiram a liberdade provisória ao cumprir medidas cautelares. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e a suspensão dos perfis do influenciador, que contavam com mais de 1,1 milhão de seguidores.

A defesa de Eduardo Razuk argumenta que os sorteios realizados estavam dentro da legalidade, contestando assim a interpretação das autoridades sobre seu papel nas atividades de divulgação.

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