Na quinta-feira, 24 de setembro, uma operação realizada em Cerro Corá, na fronteira com Pedro Juan Caballero, resultou na destruição de três acampamentos que serviam para a produção de maconha. Os acampamentos estavam localizados em uma propriedade rural e foram desmontados e queimados pelas autoridades, que também encontraram 1,8 tonelada de ramos secando no local. Além disso, a operação revelou a existência de nove hectares de plantações em fase de colheita.
Os barracos encontrados na propriedade eram utilizados por pessoas que trabalhavam no cultivo e na preparação da droga. A descoberta, conforme relatórios da Secretaria Nacional Antidrogas, indicou que a área não se restringia apenas ao plantio; parte da maconha já havia sido cortada e estava em processo de secagem, pronta para ser processada antes de ser comercializada.
O tamanho da área cultivada e a quantidade de maconha em secagem sugerem que a produção estava em uma fase avançada no momento da operação. Os acampamentos forneciam suporte para os trabalhadores envolvidos na atividade ilícita. Apesar da magnitude da operação, não foram registradas prisões, e todo o material encontrado foi destruído no local.
Esta ação se insere em um contexto mais amplo de combate ao tráfico de drogas. Em setembro, outras operações em Cerro Corá já haviam identificado plantações e acampamentos. No dia 8 do mesmo mês, uma propriedade rural foi encontrada com 15 hectares de maconha, com áreas prontas para colheita e plantações em crescimento, além de três acampamentos que também foram queimados.
Na sequência, outra incursão no distrito localizou oito hectares de cultivo, 800 quilos de ramos secando e 25 quilos de sementes, além de mais três acampamentos. Esses locais continham utensílios e peneiras utilizadas no processamento da maconha, evidenciando que as propriedades estavam envolvidas em diversas etapas da produção da droga. Assim como na operação de 24 de setembro, esses materiais também foram destruídos e não houve detenções.





