Preços do feijão sofrem pressão com baixa liquidez após alta em setembro

O mês de setembro foi marcado por uma redução na liquidez do mercado de feijão, resultando em ajustes negativos nas cotações, de acordo com dados do Indicador de Preços do Feijão Cepea/CNA. A diminuição das compras no varejo levou a uma menor necessidade de reposição por parte das indústrias, enquanto vendedores, que estão capitalizados, restringiram a oferta para evitar uma pressão maior sobre os preços.

Apesar das recentes quedas, o feijão carioca nota 9 ou superior apresentou uma valorização de 10,81% em setembro, enquanto as categorias carioca notas 8 e 8,5 subiram 11,50% e o feijão preto tipo 1 teve um aumento de 10,69%. Entre 24 de setembro e 1º de outubro, a baixa demanda dificultou a manutenção dos preços anteriores, com as maiores reduções ocorrendo no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, que registrou uma queda de 5,81%, e em Itapeva (SP), com uma diminuição de 4,32%. Em contraste, Barreiras (BA) viu um aumento de 2,33% em suas cotações.

Os preços do feijão carioca nas notas 8 e 8,5 também recuaram em todas as regiões analisadas, refletindo a menor demanda das indústrias. Itapeva foi a região que apresentou a maior queda, de 8,47%, seguida pelo Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, que teve uma redução de 7,86%, e Sorriso (MT), que viu uma diminuição de 0,75%. Apesar dessa correção, a média de setembro ficou 11,50% superior à registrada em agosto.

Com relação ao feijão preto tipo 1, os preços também sofreram ajustes devido ao menor movimento de compra. O Oeste Catarinense teve uma queda de 3,63%, enquanto Curitiba (PR) e Campos Gerais apresentaram recuos de 1,44% e 1,14%, respectivamente. Na Metade Sul do Paraná, houve um leve aumento de 0,17%. Mesmo com as correções, a média de setembro ainda mostrou uma valorização de 10,69% em comparação a agosto e de 71,93% em relação ao mesmo mês de 2025.

A semeadura da primeira safra 2026/27 atingiu 9,2% da área prevista, um número inferior aos 12,8% do mesmo período do ciclo anterior, mas acima da média dos últimos cinco anos, que é de 8,2%. No Paraná, o plantio avançou de 18% para 39% entre 21 e 28 de setembro, embora ainda esteja atrás dos 46% registrados no ano anterior. No curto prazo, a baixa liquidez e a cautela dos compradores podem limitar novas altas, enquanto a retenção da oferta por parte dos vendedores deve impedir quedas mais acentuadas.

A atenção do setor agora se volta para o avanço da primeira safra 2026/27 e para as condições climáticas, especialmente nas regiões do Paraná e de São Paulo, que são fundamentais para a definição da disponibilidade e da qualidade da nova oferta.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest