Pacientes enfrentam longas esperas por cirurgias na Santa Casa

A situação na Santa Casa tem gerado relatos de pacientes que enfrentam longas esperas para cirurgias consideradas urgentes. Nesta terça-feira (6), Juliana Rodrigues Cramolish entrou em contato com a reportagem para relatar a angústia da família de sua sogra, Izabel Cristina Ferreira, de 60 anos, que aguarda uma cirurgia para remoção de um tumor no cérebro. Izabel deu entrada no hospital no dia 19 de setembro e, , a rotina é marcada por jejum prolongado: "Eles fazem assim: de segunda a sexta-feira, ela fica de jejum entre 23h até 16h. Quando chega a hora no outro dia, eles falam que não tem anestesista e cancelam".

A professora, que atua na rede pública, vive um momento de tensão junto à família, que se mostra preocupada com a situação. "Estamos vivendo uma situação muito angustiante. Minhas cunhadas foram na Ouvidoria e até agora nada", afirma Juliana, expressando a frustração com a falta de respostas do hospital.

Outro caso que chamou a atenção é o de Luís Fernando Floriano da Silva, que sofreu um acidente de moto no último domingo (4). Ele também aguarda uma cirurgia para tratar uma fratura no fêmur, mas até o momento a operação já foi adiada mais de uma vez. A esposa de Luís, com quem a reportagem não conseguiu novo contato, relatou que ele está enfrentando dores intensas e inchaço na perna, além de estar em dieta zero, aguardando uma definição sobre o procedimento.

"O paciente está com sintomas importantes e precisamos de uma resposta sobre quando e onde o procedimento será realizado e quais providências serão tomadas diante da piora do quadro", destacou a esposa, que espera um posicionamento do hospital.

A assessoria de imprensa da Santa Casa foi contatada para esclarecer a situação dos pacientes em espera, mas não respondeu até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação da instituição.

A Santa Casa enfrenta uma grave crise financeira que afeta a programação de cirurgias desde o ano passado. Problemas como greves e falta de materiais já foram mencionados anteriormente como causas para a situação atual. Além disso, o hospital está passando por uma crise institucional, agravada pela Operação Antidotum, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que investiga fraudes e desvios de recursos em contratos.

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