A fabricação de máquinas agrícolas tem reduzido a exposição de trabalhadores à soldagem por meio de células robotizadas fechadas. Segundo a AGCO, a adoção desse modelo na unidade de Ibirubá (RS) evita o contato direto de cerca de 20 trabalhadores com a atividade e diminui esforços físicos.
O engenheiro de manufatura Dieilon Martins da Silva afirma que a definição dos processos automatizados leva em conta riscos, repetitividade e ergonomia, além da produtividade. A tecnologia é aplicada em componentes do chassi, suportes dos tanques de sementes e fertilizantes e linhas de plantio. Na operação, o trabalhador posiciona as peças na mesa, aciona o sistema e acompanha a operação por painéis, fora da área de soldagem, enquanto a célula fixa os componentes, posiciona o conjunto e executa a solda.
Braços robotizados também alimentam as células e movimentam componentes na prensagem de cubos e na montagem de discos, com os operadores atuando na entrada das peças. Jateamento e lavagem ocorrem em ambientes fechados, e no corte a laser a alimentação e a descarga automáticas diminuem o manuseio de chapas de aço.
Nas etapas de soldagem manual, dispositivos giram e elevam peças para facilitar o posicionamento e reduzir posturas inadequadas. A manutenção das células exige procedimentos de bloqueio das fontes de energia, e sistemas de segurança restringem movimentos durante o acesso dos trabalhadores.
A engenheira de manufatura Marina Maletzke associa a prevenção à combinação de engenharia, automação, procedimentos e participação das equipes. A unidade mantém ainda campanhas e conversas diárias sobre segurança.






