A economia do Pantanal se transformou ao longo do tempo, acompanhando as mudanças na natureza e nas vias de transporte. No início, fortes construídos ao longo dos rios da região serviram para proteger o território de ataques indígenas e paraguaios. Foi por meio dessas construções que o Rio Paraguai se tornou a principal via de transporte entre o Mato Grosso do Sul e o Rio de Janeiro e São Paulo.
No começo do século XIX, a pecuária se expandiu como atividade de apoio à mineração de ouro do vizinho Mato Grosso. Com o tempo, tornou-se a principal atividade econômica local, e cerca de 98% do Pantanal foi ocupado por grandes fazendas de gado. Esse crescimento dependia do fluxo natural das águas, que renovava anualmente as pastagens naturais. O Rio Paraguai também monopolizava o transporte de todos os produtos que entravam e saíam da região, e as charqueadas se tornaram a ponta de lança da economia regional por um breve período.
A estrada de ferro mudou esse cenário. Em meados do século passado, com a instalação da Ferrovia Noroeste do Brasil, ligando o centro industrial de São Paulo a Campo Grande, as charqueadoras desapareceram. O gado passou a ser levado para abate em São Paulo pelos trilhos da NOB, e o rio perdeu importância.
A pecuária pantaneira entrou em decadência com a derrota do rio e culminou com a grande cheia de 1982, considerada a maior do século. A inundação reduziu drasticamente as pastagens e aumentou as dificuldades de acesso às fazendas no interior do Pantanal. Além disso, os fazendeiros não haviam incorporado novas técnicas de produção e perderam competitividade frente a outras áreas do Sudeste brasileiro, tornando-se obsoletos.
A partir dessa decadência, teve início o desenvolvimento da atividade turística no Pantanal. O turismo já nasceu empresarial e moderno, com pacotes turísticos adotados desde o começo. A pescaria e a contemplação passaram a ser importantes para a economia pantaneira.






