A conclusão dos corredores de ônibus em Campo Grande, incluindo vias como a Rua Bahia, Avenida Calógeras, Avenida Costa e Silva e Avenida Gury Marques, enfrenta um impasse financeiro. A prefeitura da capital precisa arcar com cerca de R$ 40 milhões para viabilizar a finalização do projeto, que se arrasta desde 2011.
A estimativa para concluir os corredores de ônibus é de R$ 100 milhões. Desse montante, 40% correspondem à contrapartida do município. Os recursos para a construção foram aprovados em 2011, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, que destinou R$ 180 milhões para o transporte coletivo na cidade. O montante incluía a construção de cinco terminais, 68,4 quilômetros de corredores, modernização do sistema de controle eletrônico, intervenções viárias e estações de pré-embarque.
O titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) explica que a demora na execução do projeto elevou consideravelmente o valor da contrapartida municipal. Inicialmente, a contrapartida era de 6%, mas hoje alcança 40% do investimento total. Essa diferença, resultante de reajustes e correções de preços ao longo dos anos, onera o município e exige a busca por alternativas financeiras.
Atualmente, a finalização do corredor de ônibus nas Avenidas Marechal Deodoro e Gunter Hans é a prioridade. Em março, a prefeitura contratou uma empresa para concluir a obra, que estava parada desde 2023.
Na Avenida Bandeirantes, restam detalhes nas estações de embarque, e a prefeitura avalia a possibilidade de concluir os trabalhos sem nova licitação. Já na Rua Bahia e nas Avenidas Calógeras, Costa e Silva e Gury Marques, a construção das estações de embarque ainda não foi iniciada.
O projeto dos corredores de ônibus prevê três eixos: Sudoeste, Norte e Sul. O Corredor Sudoeste, composto por diversas ruas e avenidas, é o mais adiantado. O Corredor Sul, que ligará os terminais Morenão e Guaicurus ao centro, teve apenas a obra da Rua Rui Barbosa realizada. O Corredor Norte, por sua vez, ligará os terminais General Osório e Nova Bahia.
O objetivo dos corredores é otimizar o transporte público, reduzindo o tempo de viagem dos usuários. As obras, previstas desde 2007, tiveram seus recursos aprovados em 2011 e iniciadas em 2016. Houve participação do Exército, por meio de convênio, mas o contrato foi rompido em 2018, com a retomada dos trabalhos por empreiteiras.






