Marcha para Jesus: Contrato de R$90 Mil a Pastor Publicado Após Evento

O contrato com o pastor Antônio Cirilo, uma das atrações da Marcha para Jesus 2025 em Campo Grande, foi publicado no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (27), um dia após a realização do evento. O Governo do Estado empenhou aproximadamente R$355 mil para a edição deste ano.

O pastor cantor e compositor se apresentou na Praça do , e seu contrato com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul custou R$90 mil aos cofres públicos. O documento, assinado pelo diretor-presidente da Fundação, Eduardo Mendes Pinto, e pela empresária exclusiva do cantor, Joyce Castro, detalha que a apresentação de uma hora e meia do pastor teve um custo de mil reais por minuto.

Além de Antônio Cirilo, outras atrações como as bandas Discopraise (R$80 mil), Doze Dois (R$15 mil), Jariston Lima (R$15 mil), Bruno Roques (R$15 mil) e a cantora Midian Lima (R$140 mil) também foram contratadas. O investimento total do Governo de Mato Grosso do Sul na Marcha para Jesus 2025 de Campo Grande somou cerca de R$355 mil.

O setor cristão tem movimentado recursos públicos no estado. O movimento “Clamor do Brasil”, por exemplo, já recebeu quase R$ 1,2 milhão nos oito primeiros meses do ano para eventos frequentemente associados a um viés religioso.

A Criative Music, empresa que se apresenta como a maior agenciadora gospel do Brasil, intermediou a realização do “Clamor do Brasil” em diversas cidades, incluindo Amambai (R$80 mil), Caarapó (R$90 mil), Rio Brilhante (R$80 mil), Nioaque (R$60 mil), Água Clara (R$80 mil), Terenos (R$15 mil), Corumbá (R$150 mil), Bandeirantes (R$120 mil) e Corguinho (R$15 mil). No primeiro semestre de 2024, a empresa faturou R$ 610 mil com o “Clamor pelo Brasil”.

Durante a Marcha para Jesus, o governador Riedel afirmou que a ação reúne um “exército de pessoas” que carregam o bem no coração. “Por esta razão que apoiamos mais de 37 municípios com as marchas para Jesus”, disse ele, reiterando o compromisso com a palavra de Deus.

O investimento ocorre em um período em que o Governo Estadual busca um corte de gastos estimado em R$800 milhões até o fim do ano. Em agosto, o governador anunciou uma redução de 25% no custeio da máquina pública, atingindo todas as secretarias. Um decreto estabeleceu a revisão de contratos, a redução de despesas como diárias e passagens, e a restrição na aquisição de novos bens permanentes. A medida foi motivada pelo Relatório de Gestão Fiscal, que apontou que o Estado se encontra no limite prudencial de gastos com pessoal.

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