O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro apresente esclarecimentos em um prazo de 24 horas sobre a apreensão de uma arma de fogo pertencente a ele. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 16 de junho, após a apreensão da arma durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite anterior, 15 de junho.
A apreensão ocorreu por volta das 23h30, quando um Honda Civic foi abordado em um ponto de bloqueio localizado no Pistão Norte, em Taguatinga. O condutor do veículo se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma apreendida era de propriedade do ex-presidente. Além da pistola, os policiais também encontraram um carregador sobressalente do modelo Glock 9 milímetros (mm).
O motorista foi levado a uma delegacia, onde declarou que a arma lhe fora entregue devido a uma pane. Em seu depoimento, ele informou que retirou a pistola no próprio dia 15 com o intuito de realizar reparos e que planejava devolver o armamento no dia seguinte.
Na decisão, Moraes solicita que a defesa de Bolsonaro explique por que o ex-presidente possuía uma arma de fogo em sua residência, acompanhada do carregador sobressalente, e o motivo que levou à solicitação de reparo no armamento, especialmente às vésperas do término do período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro.
Adicionalmente, o ministro pede que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF e responsável pela segurança do regime domiciliar de Bolsonaro, esclareça se a ordem judicial para a revista nos veículos que saem da residência do ex-presidente, incluindo os automóveis oficiais utilizados para sua segurança, está sendo cumprida de forma rigorosa.
Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, situado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido popularmente como Papudinha. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em decorrência de sua participação na ação penal relacionada à trama golpista.





