A Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) divulgou as variações de preços dos principais produtos hortifrutigranjeiros comercializados entre 20 e 25 de julho de 2026. O relatório destaca um aumento significativo nos valores de frutas, como a manga e a banana, ao passo que alguns itens de hortaliças, como batata e tomate, tiveram queda em seus preços.
Entre os produtos que mais valorizaram, a Manga Palmer foi a que apresentou a maior alta, de 12,45%, passando de R$ 70 para R$ 80 em caixas de 6 quilos. Essa valorização é atribuída à oferta limitada proveniente do semiárido nordestino, especialmente do Vale do São Francisco, que compreende Bahia e Pernambuco, regiões que desempenham um papel crucial no abastecimento nacional.
O Mamão Formosa também teve um aumento significativo, subindo 10,53%, de R$ 85 para R$ 95, devido ao encerramento do ciclo de colheita em diversas áreas do Norte do Espírito Santo, o que resulta em menor disponibilidade da fruta. O Melão Espanhol, vendido em caixas de 13 quilos, teve um acréscimo de 7,06%, passando de R$ 65 para R$ 70, influenciado pela diminuição gradual da oferta no Vale do São Francisco, que se aproxima do término da safra principal.
Outras frutas, como a banana nanica, teve um aumento de 5,06%, de R$ 95 para R$ 100, em função da redução na oferta nas principais regiões produtoras do norte de Santa Catarina, onde baixas temperaturas retardaram o crescimento dos cachos.
Por outro lado, entre os produtos com queda de preços, o Tomate Longa Vida foi o destaque, com uma redução de 10%, passando de R$ 110 para R$ 100 em caixas de 25 quilos. Esta queda se soma à sequência de três semanas consecutivas de recuo nos preços, consequência do aumento da oferta e da intensificação da safra.
A Cebola Nacional, em saco de 20 quilos, apresentou uma redução de 6,25%, caindo de R$ 85 para R$ 80. A cenoura também não ficou fora das quedas, ao passar de R$ 120 para R$ 110, uma diminuição de 9,09%. A batata inglesa, em saco de 50 quilos, caiu 5,26%, de R$ 200 para R$ 190, reflexo da intensificação da safra de inverno e da recuperação da produtividade nas principais regiões produtoras. A demanda mais fraca durante as férias escolares também influenciou na pressão sobre os preços.






