Aneel recomenda aumento na conta de luz no sul-mato-grossense

O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores atendidos pela Energisa MS deve ser quase 10 vezes maior que o do ano passado e ficar seis vezes acima da inflação registrada em Campo Grande. A área técnica da Aneel recomendou um aumento médio de 12,61% este ano, enquanto em 2025 foi de 1,33%. A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste os porcentuais que servirão como subsídios para as tarifas residências e industriais, que serão diferentes.

Os consumidores de baixa-tensão devem pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta-tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%. Estes porcentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado. A decisão final sobre o porcentual vai ser dada na terça-feira, às 9h, quando a diretoria colegiada da Agência vai se reunir para analisar o relatório da diretora Agnes Maria de Aragão da Costa, com os novos valores tarifários começando a vigorar a partir do dia seguinte, na quarta-feira.

Este porcentual recomendado pela área técnica é quase 10 vezes maior que o reajuste médio do ano passado, quando a diretoria colegiada da Aneel aprovou, no dia 8 de abril, os índices para a Energisa MS. À época, o porcentual médio foi de 1,33%, porém, o de baixa-tensão ficou em 0,69% e o de alta-tensão, em 3,09%.

Custos De acordo com a Aneel, os custos que mais impactaram o reajuste da Energisa MS em 2025 foram os gastos com atividades de distribuição de energia elétrica e pagamento de encargos setoriais. Na planilha da área técnica não são explicados os motivos do aumento ser muito maior este ano.

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