A Justiça Eleitoral determinou o arquivamento do Inquérito da Polícia Federal que investigava a criação e disseminação de fake news contra Beto Pereira, candidato à prefeitura de Campo Grande pelo PSDB nas eleições de 2024. O pedido de arquivamento foi feito pelo Ministério Público, após a conclusão das investigações que não conseguiram identificar os responsáveis pelo financiamento da produção desse material enganoso.
O inquérito mencionava a participação de um sósia que aparecia em conteúdos considerados falsos. Durante as apurações, foram citados um ator que assumia a identidade de um playboy e uma empresa de mídia, mas as investigações não levaram a resultados conclusivos, resultando no encerramento do caso.
Além do arquivamento do inquérito, outros assuntos também estão em pauta na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) decidiu manter a multa de R$ 15 mil imposta ao ex-prefeito de Coxim, Edilson Magro, por condutas irregulares durante as eleições de 2024. O tribunal avaliou que Magro manteve publicações institucionais da Prefeitura durante o período vedado pela legislação eleitoral.
A decisão do TRE-MS foi clara ao rejeitar alegações de nulidade relacionadas à falta de citação do vice-prefeito e cerceamento de defesa. O tribunal enfatizou que a infração cometida possui natureza objetiva, não dependendo da intenção do agente.
Outro caso de sanção eleitoral foi o da coligação Caracol Merece Mais, que recebeu uma multa de R$ 5 mil por veicular propaganda considerada enganosa nas eleições de 2024. A coligação afirmou que a Justiça Eleitoral havia apontado “fraude” em um plano de governo de adversários, o que foi desmentido pelo tribunal, que classificou as informações como distorcidas.
Em um contexto diferente, a Fundação Municipal de Esportes (Funesp) divulgou um total de R$ 40,3 mil em repasses de auxílio-atleta, destinado a cobrir despesas de competidores de Campo Grande em diversas modalidades esportivas. Os valores, provenientes do Fundo Municipal de Esporte e Lazer (FAE), são formalizados por meio de termos de responsabilidade, mas, segundo analistas, os montantes não são suficientes para cobrir as necessidades dos atletas.




