Aumento de casos de otite média no inverno gera alerta sobre cuidados

O inverno traz consigo a circulação de vírus que, por sua vez, eleva o número de complicações relacionadas a gripes e resfriados, entre elas, a otite média. Essa condição é uma infecção que ocorre na orelha média, uma região situada atrás do tímpano, responsável por transmitir sons à orelha interna. A otite média pode ser causada tanto por vírus quanto por bactérias e frequentemente se desenvolve durante ou após infecções nas vias respiratórias superiores. O processo inflamatório resultante pode afetar o funcionamento da tuba auditiva, que conecta o ouvido à parte posterior do nariz e é crucial para equilibrar a pressão na orelha média.

Quando essa tuba está obstruída, há a possibilidade de acúmulo de secreções, criando um ambiente favorável ao surgimento de infecções, conforme explica o otorrinolaringologista Caio Simão, do Hospital HSANP. Embora a otite média possa afetar indivíduos de qualquer idade, as crianças com até três anos estão entre os grupos mais suscetíveis, devido à imaturidade de seu sistema imunológico e às características anatômicas da tuba auditiva nessa etapa de desenvolvimento. A exposição à fumaça de cigarro e a ambientes com altos níveis de poluição também são fatores que podem aumentar o risco de contrair a doença.

Para minimizar as chances de infecção, algumas medidas preventivas são recomendadas. O controle das infecções respiratórias é fundamental, e isso inclui manter o calendário vacinal em dia, promover a higienização frequente das mãos e evitar a exposição à fumaça do cigarro, especialmente para as crianças pequenas.

Os principais sintomas da otite média incluem dor intensa no ouvido, febre, redução da audição, irritabilidade, dificuldades para dormir e diminuição do apetite. Em crianças menores, ainda podem ocorrer vômitos e diarreia. O diagnóstico da doença é realizado por meio de uma avaliação clínica e exame com otoscópio, que permite ao médico observar alterações na membrana timpânica. O tratamento varia conforme a idade do paciente, a intensidade dos sintomas e a gravidade do quadro. Em algumas situações, pode ser necessário o uso de analgésicos e antibióticos.

O acompanhamento médico é essencial para prevenir complicações e garantir uma recuperação adequada. Caio Simão ressalta que, diante de sintomas persistentes ou dor intensa, deve-se buscar a avaliação de um especialista. O diagnóstico precoce é crucial para um tratamento eficaz, reduzindo assim o risco de recorrências e possíveis prejuízos auditivos.

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