O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a autoridade monetária conduziu um trabalho de diligência “bem fundamentado” até decidir pela liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro do ano passado. De acordo com ele, o banco tinha apenas R$ 4 milhões em caixa e mais de R$ 120 milhões para pagar em CDBs que já não estavam cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A partir de abril do ano passado, o BC trabalhou de forma coordenada com o FGC para impor uma série de restrições. Naquele momento, o FGC começou a pagar integralmente CDBs que estavam vencendo sem custo adicional. “A captação líquida do Master coberta pelo FGC cai R$ 9,2 bilhões em 2025. A captação não coberta cai 2 bilhões. E o aporte do acionista em dinheiro ou em conversões de letras financeiras ultrapassa R$ 2 bilhões”, disse Galípolo.
Para o banqueiro central, o caso Master ilustra as dificuldades na regulação, ainda que o Brasil não enfrente um risco sistêmico. O Banco Central passou por um aumento significativo no número de instituições sob supervisão, em meio a uma redução de pessoal, destacou. Galípolo defendeu ainda a discussão sobre autonomia orçamentária do BC. “O Banco Central não quer gastar um centavo que não passe pelo escrutínio público”, ressaltou.
Além disso, o banqueiro central reforçou a importância de “não deixar vagos” nas narrativas, em momento em que boatos circulam rapidamente pela sociedade. Neste sentido, a transparência emerge como um dos grandes desafios para bancos centrais mundialmente, destacou. O banqueiro central agradeceu às associações do setor financeiro que declararam apoio ao trabalho do BC ao longo dos últimos meses.






