Bebê sequestrada no Paraguai é resgatada e retorna a Campo Grande

Ayla Emanuelly Pereira de Souza, uma bebê de apenas 29 dias, foi Resgatada no Paraguai após supostamente ter sido sequestrada em Campo Grande. O retorno da criança à Capital ocorreu na terça-feira (12), depois de ter permanecido em uma unidade de acolhimento infantil em Ponta Porã. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) informou que Ayla "encontra-se em segurança, sob acolhimento e passa bem", mas esclareceu que a bebê só voltará para sua família após uma decisão judicial. O local onde ela está sendo acolhida é mantido em sigilo para garantir sua proteção.

O sequestro de Ayla foi registrado na quinta-feira (6), quando sua mãe, uma adolescente de 17 anos, foi atraída para uma casa sob a promessa de um emprego. Lá, ela foi mantida refém junto com a irmã de 13 anos, enquanto um casal sequestrou a bebê. A criança foi encontrada na madrugada de domingo em Pedro Juan Caballero, em uma operação conjunta entre agentes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras) e a polícia paraguaia.

Ayla estava com Suzilaine da Graça Costa e Alex Melo de Abreu, que apresentaram identidade falsa durante a abordagem policial. Alex possuía um mandado de prisão e respondia por homicídio, com uma pena de 19 anos a cumprir. A mulher foi reconhecida pela família da mãe da criança como a pessoa que ofereceu o emprego à adolescente. Após a localização da bebê, ela foi entregue ao Conselho Tutelar de Ponta Porã, que a encaminhou a uma unidade de acolhimento infantil.

Na chegada a Campo Grande, Ayla deverá permanecer em outra unidade de acolhimento infantil, conforme afirmado pela conselheira Loisa Higa, que atua no Conselho Tutelar do Anhanduizinho. Ela explicou que a permanência da criança na família depende de uma decisão judicial. A família de Ayla já era acompanhada pelo Conselho Tutelar antes do nascimento da bebê, devido a algumas fragilidades identificadas.

Recentemente, a pequena Ayla foi registrada em cartório, apenas dois dias antes de completar um mês de vida, após a espera pela presença do pai. O caso está sob investigação da DEPCA de Campo Grande, e a titular da delegacia, Anne Karine Trevisan, esteve em Ponta Porã na última segunda-feira (10) para ouvir o casal que estava com a criança, mas não foram divulgados detalhes adicionais sobre a investigação.

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