Brasil atinge novo patamar no IDH e Lula vislumbra futuro promissor com energia limpa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua satisfação com o aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, conforme dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em entrevista ao Jornal do Amazonas, realizada em Manaus nesta quarta-feira (27), Lula destacou o orgulho com a conquista e vislumbrou um futuro ainda mais promissor, impulsionado por investimentos externos voltados para a geração de energia limpa.

"A luta para melhorar a vida do povo não é fácil, uma vez que pobres nesse país sempre foram tratados como invisíveis. No meu governo, eles são visíveis. É por isso que eu estou feliz", afirmou o presidente, enfatizando a importância do reconhecimento das necessidades da população.

O IDH, que considera indicadores como renda, educação e expectativa de vida, registrou uma nova marca para o Brasil. Em 2024, o país alcançou 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), comparado a 0,744 em 2012. Essa classificação coloca o Brasil na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”, que é definida por scores superiores a 0,800.

Lula acredita que os avanços obtidos poderão ser ampliados nos próximos anos. Ele ressaltou as vantagens competitivas do Brasil na transição energética, um processo que envolve a substituição de fontes fósseis por energias limpas. "O Brasil tem um potencial muito grande com eólica, com solar. O Brasil tem um potencial muito grande com o hidrogênio verde. Nós estamos começando agora essa nova matriz energética", declarou.

O presidente classificou a mudança na matriz energética como uma verdadeira "revolução" para a economia do país, prevendo que isso poderá gerar novas oportunidades de desenvolvimento e crescimento econômico. "Nenhum país é capaz de competir com o Brasil nessa transição energética que vai acontecer no mundo", afirmou.

Lula também mencionou o crescente interesse de empresas estrangeiras em estabelecer data centers no Brasil, uma vez que esses centros demandam alta quantidade de energia. Ele defendeu que esses investimentos devem resultar em benefícios diretos para a população, afirmando: "Se eles quiserem vir para cá, podem vir. Mas têm de saber que não vão utilizar a energia que a gente tem para o povo brasileiro apenas para fazer data center".

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