Campanha nas redes chama homens para lutar contra feminicídios

Figuras públicas se mobilizam em campanha pelo fim da violência contra a mulher no Brasil, que soma mais de 1.000 feminicídios em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ações nas redes sociais visam conscientizar os principais causadores da violência doméstica: os homens.

Selo Basta
Homens se mobilizam pelo fim da violência contra à mulher. – Foto: Primeira Página

O ator Rômulo Estrela, no ar como Paulinho na novela Três Graças da TV Globo, publicou um vídeo no Instagram levantando um alerta urgente que os homens precisam se posicionar contra a violência às mulheres.

A gente tem que começar a se envergonhar do que está acontecendo. As mulheres já fizeram de tudo, já se educaram, se letraram. As mulheres pediram, elas exigiram, elas estão gritando, estão se manifestando, indo às ruas. Agora é com a gente, homens, porque não dá mais!”, começou o vídeo.

O ator destacou que o país chegou em um momento insuportável diante de tantos casos de feminicídio. Veja abaixo:

Recentemente, a morte de Tainara Souza Santos, de 31 anos, repercutiu em todo o país. Ela foi atropelada e arrastada na Marginal Tietê, por um homem de 26 anos que ela se relacionou, mas ele não aceitava o fim. Ela ficou internada por 25 dias, teve as pernas amputadas e não resistiu.

Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (UB) declarou que os homens precisam aprender a respeitar as mulheres. Para o chefe do Executivo mato-grossense, não basta não ser um agressor, mas que é preciso ser uma voz atuante, ensinando os filhos a respeitar as mulheres, a denunciar a violência e a não normalizar esses crimes bárbaros.

“Homens covardes, fracos, medíocres, que resolver usar de sua supremacia física para praticar violência e cometer crimes bárbaros”, destacou.

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, 52 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado neste ano. A maioria dos crimes foi praticado por companheiros das mulheres dentro das próprias casas. Mulheres pardas com escolaridade até o Ensino Fundamental foram as mais mortas. A faca foi o objeto mais usado.

Telefones, aplicativos e órgãos públicos que atuam na proteção das vítimas em Mato Grosso.

Telefones

  • Disque 180 — Central de Atendimento à Mulher Atendimento 24h, gratuito e anônimo. Orienta e encaminha para a rede de proteção.
  • 190 — Polícia Militar Emergências ou flagrante. Acionamento imediato.
  • 197 — Polícia Civil Denúncias e informações sobre casos em investigação.
  • 181 — Disque Denúncia (Sesp-MT) Canal anônimo. Também disponível on-line.

Em risco imediato, ligue 190.

Atendimento presencial

  • Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher (DEDM) Unidades em Cuiabá, Várzea Grande e outros municípios. Consulte endereços no site da Polícia Civil.
  • Delegacias da Polícia Civil Em cidades sem DEDM, qualquer delegacia registra boletim por violência doméstica.

Aplicativos

  • SOS Mulher MT — Botão do Pânico Virtual Para mulheres com medida protetiva deferida. Procure “SOS Mulher MT” na loja do celular.
  • SOS Mulher (nacional) Acionamento rápido da PM em risco iminente (disponibilidade varia por estado).

Rede de proteção

  • Patrulha Maria da Penha (PMMT) Acompanha o cumprimento das medidas protetivas e realiza visitas às vítimas.
  • Ouvidoria da Mulher (TJMT) Canal do Judiciário para acolhimento e encaminhamento de demandas.
  • Defensoria Pública de Mato Grosso Apoio jurídico gratuito às vítimas.
  • Ministério Público de Mato Grosso Recebe denúncias e acompanha casos.
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