Campo Grande apresenta queda de 4,37% no preço da Cesta Básica em julho

Em julho, Campo Grande registrou uma redução de 4,37% no preço da Cesta Básica, conforme dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entretanto, essa diminuição não foi suficiente para retirar a capital sul-mato-grossense do seleto grupo das cidades com os custos mais elevados do Brasil. O valor da cesta na cidade é de R$ 809,08, acumulando alta de 4,28% em 2026 e 4,30% nos últimos 12 meses.

No cenário nacional, Campo Grande ocupa a sexta posição entre as 27 capitais analisadas, ficando atrás de São Paulo, Cuiabá, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O preço da Cesta Básica Em São Paulo é o mais alto, alcançando R$ 915,01, enquanto Cuiabá, em segundo lugar, apresenta o valor de R$ 881,27.

A queda nos preços Em Campo Grande foi impulsionada principalmente pela diminuição nos custos de alimentos essenciais. Entre os 13 produtos avaliados, 10 tiveram redução de preço de junho para julho. As maiores quedas foram observadas na batata, que registrou uma diminuição de 26,13%, seguida pelo tomate, com 18,60%, e pelo feijão carioca, que caiu 7,91%. O açúcar cristal também teve uma queda significativa de 7,54%, enquanto o café apresentou uma diminuição de 5,19%.

O aumento na oferta de alguns produtos foi um dos fatores que contribuíram para a queda nos preços. No caso da batata, a pesquisa apontou que a maior disponibilidade, associada à intensificação da safra de inverno e à melhora na produtividade, teve um papel fundamental na desvalorização do item no varejo. O café também apresentou redução em 23 capitais, com Campo Grande destacando-se entre as cidades com a maior diminuição, de 5,19%. Além disso, o preço do açúcar caiu em 20 cidades, com Campo Grande apresentando a maior retração, de 7,54%, devido ao elevado volume de cana-de-açúcar colhido.

No entanto, ao considerar um período mais longo, o cenário se altera. Em 12 meses, cinco dos 13 alimentos pesquisados Em Campo Grande apresentaram aumento de preço. A batata lidera as altas com 50,12%, seguida pelo feijão carioca, com 38,68%, e pela carne bovina de primeira, com 7,42%. No acumulado de 2026, a pressão sobre alguns alimentos se mantém.

Apesar das quedas mensais, a comparação com julho de 2025 revela que os preços subiram em 22 capitais. Em média, um trabalhador brasileiro precisou de 100 horas e 24 minutos para adquirir a cesta em julho, um tempo menor em relação às 105 horas e 51 minutos do mês anterior. Contudo, a alimentação consumiu, em média, 49,34% do salário mínimo líquido.

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