O Governo de Mato Grosso do Sul deu início ao processo de licitação para a finalização do novo acesso à região das Moreninhas, com um investimento previsto de até R$ 57.980.488,49. As obras, que começaram em dezembro de 2022, já consumiram aproximadamente R$ 54 milhões na primeira etapa, que incluiu pavimentação, drenagem, recapeamento de asfalto, construção de ciclovias e de uma ponte.
Além dos custos da primeira fase, cerca de R$ 16 milhões foram utilizados para a desapropriação de imóveis ao longo do trajeto da segunda etapa do projeto. Dessa forma, o custo total do novo acesso, que tem como objetivo conectar a região sul de Campo Grande à área central, deve ultrapassar R$ 128 milhões.
Em 2023, um edital para a segunda fase havia sido lançado, com previsão de investimento de R$ 32 milhões, mas esse valor foi praticamente dobrado. A nova via começará no final da Avenida Rita Vieira, na Avenida Guaicurus, e seguirá por cerca de dez quadras até a Rua Salomão Abdala, na região do Bairro Itamaracá, antes de avançar quase dois quilômetros em uma área desabitada até a Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas.
Para a construção da nova avenida, foi necessária a desapropriação total ou parcial de 52 imóveis na área. O Governo do Estado arcou com as indenizações, embora alguns proprietários ainda questionem os valores na Justiça. Na última quinta-feira, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) firmou um convênio com a prefeitura de Campo Grande, liberando mais R$ 5,59 milhões para cobrir os custos remanescentes das desapropriações.
As propostas das empresas interessadas na segunda etapa deverão ser apresentadas em 20 de julho, e a conclusão das obras está prevista para ocorrer em um prazo de dois anos a partir da assinatura da ordem de serviço. A Construtora Anfer, responsável pela primeira etapa, já executou obras que beneficiarão terrenos ao longo do novo traçado.
O novo acesso às Moreninhas tem como finalidade proporcionar uma alternativa de ligação entre essa região e outras partes da cidade, aliviando o trânsito em avenidas como Guaicurus, Costa e Silva, Gury Marques e Eduardo Elias Zahran. A primeira fase do projeto foi inicialmente licitada por R$ 41,33 milhões, mas com aditivos e inclusão de recapeamento de novas vias, o custo final alcançou quase R$ 54 milhões.





