Na reserva indígena em Dourados, distante aproximadamente 230 quilômetros da capital do Mato Grosso do Sul, um bebê de apenas um mês de vida faleceu nesta terça-feira (24). O óbito já torna 2026 o segundo ano com mais mortes por Chikungunya, totalizando cinco vítimas registradas até o final de março.
A criança começou a apresentar os sintomas da doença e foi internada no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. O boletim semanal da Secretaria de Estado de Saúde ainda não foi atualizado, mas já foram registradas mais de 1,1 mil notificações nas comunidades da reserva indígena Jaguapiru, onde ocorre um surto da arbovirose.
Esse é o segundo bebê a morrer e a quinta vítima em Mato Grosso do Sul neste ano. A terceira morte foi de um bebê de três meses, que apresentou os primeiros sintomas em 6 de março e faleceu quatro dias depois. Em resposta ao surto, o Governo do Estado anunciou a abertura de 15 leitos no Hospital Regional de Dourados, sendo 10 para adultos e 5 para pacientes pediátricos.
Os leitos para Chikungunya têm caráter transitório e visam fortalecer a capacidade de atendimento hospitalar. A diretora-geral do hospital, Andréia Alcântara, destacou a importância de organizar os fluxos internos para garantir um atendimento adequado à população. A disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, que apresentam maior incidência de focos.






