A Justiça de Aquidauana, localizada a 141 quilômetros de Campo Grande, condenou nesta quarta-feira (27) Marineide Santana e seu filho, Odaison Santana Rui Dias, pelo assassinato de Jonilson Pereira Gomes, de 33 anos. O crime, que ocorreu em 18 de janeiro deste ano durante uma confraternização familiar na Rua Ovídio Costa, resultou em uma pena de 16 anos para Marineide e 18 anos para Odaison.
Durante o júri popular, ficou evidente que o crime foi motivado por uma discussão considerada fútil entre os familiares, que se encontravam consumindo bebidas alcoólicas. Depoimentos dos presentes revelaram que as brincadeiras entre os envolvidos acabaram se transformando em agressões. Odaison foi acusado de desferir um golpe de machado na cabeça de Jonilson, enquanto a defesa sustentou que o réu apenas atingiu o cabo da ferramenta.
A perícia, no entanto, contradisse a versão do acusado, afirmando que o golpe realmente atingiu a região da têmpora e a parte superior da cabeça da vítima. Testemunhas afirmaram que Jonilson não estava armado durante a briga, o que contrasta com a alegação de Odaison, que afirmava que o tio possuía um canivete na ocasião. Após o ataque, Jonilson caiu ao chão e não conseguiu se levantar.
A investigação revelou que Marineide também participou ativamente do crime, esfaqueando Jonilson enquanto ele estava ferido. Peritos informaram que a dinâmica do assassinato não correspondia às versões apresentadas por mãe e filho. Exames realizados em uma faca entregue às autoridades não mostraram compatibilidade com os ferimentos da vítima, indicando que a arma utilizada tinha uma lâmina maior e causou danos profundos ao tórax de Jonilson. O laudo pericial concluiu que a morte foi provocada por hemorragia em decorrência dos golpes de machado e facadas.
Jonilson chegou a ser socorrido e levado a um hospital em Aquidauana, mas não sobreviveu aos ferimentos. Durante as investigações, a polícia descobriu que Marineide e Odaison planejavam deixar a cidade após o crime. Informações da Seção de Investigações Gerais (SIG) mostraram que eles pretendiam se deslocar para Sidrolândia. Quebras de sigilo autorizadas pela Justiça revelaram mensagens entre os dois sobre a tentativa de conseguir uma motocicleta para a fuga, mas ambos foram localizados e presos antes de conseguirem deixar Aquidauana.
Além disso, a investigação apontou que Odaison possuía registros anteriores de ocorrências relacionadas a violência e ataques com faca, o que pode ter influenciado na gravidade da pena imposta pelo júri.






