O procurador-geral da República, Paulo Gonet, formalizou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e dois servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A acusação refere-se à prática de venda de decisões judiciais, popularmente conhecida como "venda de sentença". Esta é a primeira denúncia resultante das investigações sobre um suposto esquema de comercialização de decisões no STJ, o segundo maior tribunal do Brasil.
As investigações tiveram início em novembro de 2024, através da Operação Sisamnes. A denúncia apresentada não menciona a participação de ministros do STJ no caso. Os dois servidores denunciados atuaram nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Galotti. Um deles, identificado como Márcio Toledo Pinto, já foi exonerado pelo tribunal e exerceu funções nos dois gabinetes. O outro acusado, Daimler Alberto de Campos, que foi chefe de gabinete da ministra Galotti, está afastado desde o início das apurações.
Em Mato Grosso do Sul, Andreson Gonçalves também foi alvo da Operação Ultima Ratio, realizada pela Polícia Federal. Em março de 2024, a Polícia Federal solicitou a inclusão de diversas pessoas, incluindo magistrados, em investigações relacionadas a crimes de corrupção e organização criminosa. No Estado, Gonçalves mantinha relações com o desembargador Marcos José de Britto Rodrigues e com o advogado Félix Jayme Nunes da Cunha.






