Um jovem de 24 anos, conhecido como Elisson, foi morto durante uma operação policial na noite de quinta-feira (30) na Vila Dourado, em Aparecida do Taboado, situada a 458 quilômetros de Campo Grande. A ação fez parte da Operação Argos 3, que visa investigar violências associadas a disputas entre grupos criminosos na região.
A operação foi desencadeada após a prisão de um suspeito em Paranaíba, que confessou sua participação em um ataque no "Bar do Nono". Foi relatado que o ataque foi realizado com 13 disparos de pistola calibre 9 mm contra rivais, com ordens vindas do Comando Vermelho para agir contra indivíduos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O depoimento desse detido indicou que a arma utilizada estava sob a posse de Elisson, levando os policiais até sua casa para tentar recuperar o armamento.
Ao perceber a aproximação dos agentes, Elisson tentou se refugiar em sua residência. Durante a busca, ele foi encontrado em um quarto munido de um revólver. Após a ordem para que se rendesse e entregasse a arma, o suspeito reagiu, resultando em troca de tiros com os policiais, que acabaram disparando contra ele. Elisson não resistiu ao ferimento e morreu no local.
Na ação, os policiais apreenderam também duas motocicletas supostamente utilizadas no ataque, além de cerca de 400 gramas de maconha, divididos em porções prontas para a venda. A área foi isolada para a realização de perícia e o corpo foi encaminhado para exame necroscópico. O fato foi registrado como morte em decorrência de ação policial, juntamente com tentativa de homicídio contra agentes públicos, resistência, porte ilegal de arma e tráfico de drogas.
Com essa ocorrência, Mato Grosso do Sul acumula 35 mortes em confronto com forças de segurança neste ano. Destes, sete ocorreram apenas no último fim de semana, abrangendo tanto a Capital quanto municípios do interior. Desde abril, Aparecida do Taboado tem experimentado um aumento significativo de casos relacionados a facções criminosas.
Em um dos episódios mais notórios, um homem de 24 anos, identificado como Luis Felipe Santos Ribeiro, foi alvo de um ataque em abril, quando foi baleado com 13 tiros. Ele alegou ter saído do sistema prisional e não tinha intenção de retornar ao crime, mas a escalada de violência exigiu a atuação vigorosa das autoridades.






