Deputados SE enfrentam na Assembleia após invasão de propriedades em Sidrolândia

A invasão de propriedades rurais em Sidrolândia, especificamente na Fazenda São Sebastião, gerou um embate significativo entre os deputados estaduais Coronel David (PL) e Zeca do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). O conflito, que ocorreu na última terça-feira (16), foi desencadeado por declarações de Zeca, que insinuou que lideranças indígenas ligadas à direita poderiam estar por trás da ocupação, provocando uma resposta imediata de Coronel David, ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Coronel David se opôs à tentativa de Zeca de vincular a situação a uma disputa política, afirmando que a questão deve ser analisada sob a perspectiva dos atos cometidos durante a invasão. "O deputado Zeca quer transformar isso numa guerra ideológica. Para nós, não importa se quem invadiu foi índio da direita ou índio da esquerda. O que importa é que houve invasão de uma propriedade privada. Invasão é crime e todos merecem receber os rigores da lei", declarou o parlamentar.

Em resposta, Zeca do PT mencionou que informações preliminares indicavam a possível participação de lideranças indígenas ligadas a grupos políticos de direita na mobilização que resultou na ocupação das terras em Sidrolândia. Contudo, Coronel David manteve sua posição, insistindo que a responsabilização dos envolvidos deve ocorrer independentemente de sua etnia ou orientação política.

"Para nós que cumprimos a lei, pouco importa quem votou em quem. O que deve prevalecer é a punição dos verdadeiros culpados e o respeito ao direito de propriedade privada", afirmou Coronel David durante o pronunciamento do deputado Zé Teixeira (PL).

Como Coordenador da Frente Parlamentar Invasão Zero e da Frente Parlamentar de Defesa do Direito da Propriedade na Assembleia Legislativa, Coronel David enfatizou que os eventos em Sidrolândia vão além de um debate político, configurando uma séria violação ao Estado de Direito. Ele ressaltou que a invasão e a depredação de propriedades não podem ser justificadas por reivindicações, independentemente de sua origem.

Coronel David também destacou que os conflitos relacionados à terra e os processos demarcatórios devem ser tratados pelas instituições competentes e pelo Poder Judiciário, e não por meio da força ou de ocupações irregulares. O deputado alertou que a insegurança no campo impacta diretamente a vida de produtores e trabalhadores rurais, além de influenciar investimentos e a economia do estado.

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