O primeiro mês de transição da reforma tributária foi marcado por desafios técnicos e operacionais. Desde 1º de janeiro, as empresas precisam informar dados sobre novos tributos em documentos fiscais. Entretanto, ainda enfrentam dificuldades na atualização de ERPs e instabilidades nos programas de emissão de notas.
As dificuldades são, em grande parte, de ordem sistêmica. A nova regra exige que as empresas informem os novos impostos nos documentos fiscais eletrônicos, o que requer uma parametrização dos ERPs. A estimativa é que mais da metade das companhias de médio e grande porte não tenham conseguido concluir esse trabalho a tempo.
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS suspenderam as penalidades por notas emitidas sem IBS e CBS até 1º de abril. O objetivo é garantir uma transição gradual e segura, pois a presença desses impostos nos documentos fiscais tem caráter informativo ao longo de 2026, sem exigência de recolhimento.
Os negócios que ainda não prepararam suas operações fiscais e tributárias para a nova legislação devem fazê-lo rapidamente para evitar sanções a partir de abril. As micro, pequenas e médias empresas optantes pelo Simples Nacional têm até setembro para definir como recolherão os novos tributos a partir de 2027, podendo optar por continuar no regime unificado ou aderir ao novo modelo regulatório.






