A recente Morte de Grazielle Machado desencadeou uma disputa judicial significativa envolvendo o viúvo, Daniel de Oliveira Azevedo, e os pais da ex-deputada estadual, Londres e Ilda Salgado Machado. O foco da controvérsia é um apartamento de 400 metros quadrados localizado no Edifício Lyon, onde Grazielle residia. Enquanto Daniel deseja permanecer no imóvel, os sogros notificaram-no para desocupar o local em um prazo de dez dias, alegando que a propriedade continua registrada em seu nome, sem qualquer documento que ateste a transferência para Grazielle.
Daniel argumenta que sua esposa viveu no apartamento por cerca de 25 anos, sem pagar aluguel ou sofrer cobranças para deixar o local. Ele defende que a situação do imóvel deve ser devidamente apurada durante o processo de inventário. Para garantir sua permanência, o viúvo solicitou à Justiça uma liminar que proíbe qualquer tentativa de troca de fechaduras, remoção de móveis ou corte de serviços, estabelecendo uma multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.
Os pais de Grazielle, por sua vez, afirmam que nunca tentaram expulsá-lo à força e que a notificação enviada tinha como objetivo apenas solicitar a desocupação de forma voluntária. O Edifício Lyon, onde se localiza o apartamento em questão, possui uma história rica, incluindo antigos condôminos como Fahd Jamil, conhecido como “Rei da Fronteira”, e Londres Machado, que acumulou 13 mandatos consecutivos como deputado estadual.
O imóvel foi adquirido em 1998 por R$ 35 mil e registrado em 2000. Recentemente, a Justiça autorizou a abertura do inventário dos bens deixados por Grazielle, nomeando Londres Machado como inventariante. Essa decisão considerou a anuência prévia de Daniel em relação à guarda provisória dos filhos menores em favor dos avós maternos, além da centralização da documentação necessária para o processo de sucessão.
No contexto político, Reinaldo Azambuja Silva, governador de Mato Grosso do Sul, se alinhou a figuras da família Bolsonaro, publicando uma foto ao lado de Michelle Bolsonaro durante uma gravação com Flávio Nantes Bolsonaro e outros candidatos ao Senado. Azambuja destacou a importância de um Senado forte para a proteção da Constituição e das liberdades.
Em outra frente, o Governo do Estado recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) buscando se desvincular de uma ação movida pela Defensoria Pública. Esta ação visa garantir a regulação de pacientes em Campo Grande, onde a Defensoria tem denunciado a lentidão na oferta de serviços de saúde urgentes, como ortopedia e cardiologia. A Procuradoria do Estado argumenta que, embora participe da gestão da saúde pública, não deve ser obrigada a se envolver na regulação que envolve a Santa Casa, uma vez que a gestão plena dos recursos de saúde cabe à prefeitura e ao hospital.






