Dólar apresenta queda e SE aproxima da marca de R$ 5, com recuo de 2,88% na semana

O dólar continuou sua trajetória de queda nesta sexta-feira, 10, marcando a terceira sessão consecutiva de desvalorização. A moeda norte-americana flertou com o piso psicológico de R$ 5,00, influenciada pelo enfraquecimento global e pela diminuição dos riscos geopolíticos com o início das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O real se destacou com um desempenho robusto entre as principais divisas, beneficiado pela expectativa de manutenção de um diferencial de juros elevado entre o Brasil e o exterior. A entrada de recursos estrangeiros em ativos brasileiros também contribuiu para essa valorização. O Ibovespa atingiu novo recorde, superando os 197 mil pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras, apesar da queda nos preços do petróleo.

O valor do contrato do Brent para junho caiu 0,75%, sendo negociado a US$ 95,20 por barril, encerrando a semana com perdas de 12,7%. O dólar à vista, que atingiu mínima de R$ 5,0055, fechou a sessão em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,0115. Ao longo da semana, a moeda americana acumulou uma desvalorização de 2,88% e um recuo de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, período marcado por aversão ao risco devido a tensões no Oriente Médio.

No acumulado do ano, o dólar apresenta uma queda de 8,70% em relação ao real. A trégua no Oriente Médio, ainda que frágil, foi suficiente para diminuir os prêmios de risco e aliviar a pressão sobre a moeda norte-americana, levando investidores a buscarem retornos em mercados emergentes.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 0,70% em fevereiro para 0,88% em março, superando as expectativas de analistas que previam 0,77%.

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) também apresentou alta, passando de 0,3% em fevereiro para 0,9% em março, impulsionado principalmente pelos custos de energia. O núcleo do índice, que exclui itens voláteis, registrou um crescimento de 0,2%, levemente abaixo do esperado. O índice de sentimento do consumidor, elaborado pela Universidade de Michigan, caiu de 53,3 em março para 47,6 em abril, superando as estimativas de analistas.

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