A Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, em conjunto com o Departamento de Vigilância em Saúde, apresentou neste domingo (10) o informe epidemiológico mais recente sobre a chikungunya no município. Conforme os dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), até a semana epidemiológica 10, Dourados registrou um total de 8.267 notificações da doença. Dentre essas, 3.374 foram confirmadas como casos de chikungunya, enquanto 2.865 foram descartados e 2.028 permanecem em investigação. Além disso, 5.388 casos são considerados prováveis.
A cidade enfrenta uma situação de emergência em saúde pública devido à epidemia, com um predomínio de casos agudos entre a população não indígena. Em contrapartida, nas aldeias indígenas, observa-se uma queda na incidência da doença. A taxa de positividade dos testes se encontra em 54,1%, indicando que mais da metade das pessoas sintomáticas testadas apresenta resultado positivo para a chikungunya. A taxa de ataque, por sua vez, está fixada em 2%, um dado relevante para a avaliação do impacto nos serviços de saúde e o risco de transmissão da doença.
Com a epidemia, os serviços de saúde têm enfrentado uma sobrecarga significativa. O aumento das internações tem gerado pressão sobre a rede de Atenção Primária, bem como nos serviços de urgência e emergência, levando a uma ocupação elevada dos leitos hospitalares disponíveis.
Em relação às mortes, até o momento foram confirmadas 10, das quais nove ocorreram entre indígenas e uma entre não indígenas. Além disso, três óbitos estão sob investigação. Entre os casos que estão sendo apurados, destaca-se uma criança indígena de 12 anos, um idoso não indígena de 84 anos que apresentava doença arterial coronariana e um homem de 50 anos, sem doenças crônicas conhecidas, que faleceu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no dia 27 de abril de 2026.






