Dourados registra aumento nas notificações de Chikungunya Após semanas de queda

Após um intervalo de quatro semanas consecutivas de diminuição, Dourados observou um aumento nas notificações de casos de Febre Chikungunya. Os dados foram divulgados pela prefeitura nesta terça-feira, dia 07, e têm como base o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Durante a 26ª Semana Epidemiológica, que abrangeu o período entre 27 de junho e 4 de julho, foram registradas 113 notificações, um número superior aos 85 casos informados na semana anterior, quebrando assim a sequência de queda que vinha desde o início de junho, quando foram contabilizadas 272 suspeitas.

Apesar do aumento nas notificações, a cidade ainda está distante do pico da epidemia, que apresentava uma média de mil notificações semanais. Embora o número de notificações tenha crescido, os casos confirmados continuam a apresentar uma tendência de queda, com nenhum novo caso registrado nesta semana, em contraste com três confirmações na semana anterior. Até o momento, Dourados acumulou 10 mil notificações, das quais 4,5 mil foram descartadas e 4,8 mil confirmadas, resultando em 17 óbitos. Além disso, há 620 casos que ainda aguardam resultados de exames laboratoriais para confirmação.

Com essa situação, a taxa de positividade chegou a 51,13%, indicando que mais da metade das notificações tem alta probabilidade de serem realmente Chikungunya. A maior parte dos casos confirmados se concentra entre pessoas de 20 a 29 anos, somando 897 casos, seguido por indivíduos de 30 a 39 anos, com 683 registros, e aqueles entre 40 e 49 anos, que contabilizam 609 casos.

No que se refere à população indígena, os casos têm mostrado uma diminuição constante desde o início de abril. Na 14ª Semana Epidemiológica, foram registradas 367 notificações, enquanto na 26ª semana houve apenas uma. Nos últimos três semanas, não foram confirmados novos casos nas aldeias. Contudo, os moradores das aldeias Jaguapiru e Bororó foram os mais afetados, com 11 mortes relacionadas à epidemia deste ano. Além disso, investiga-se há mais de um mês a morte de um indígena de 43 anos, que faleceu no dia 26 de junho com suspeita de Chikungunya. Este indivíduo não apresentava comorbidades conhecidas e os sintomas surgiram em 13 de maio.

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