O governador Eduardo Riedel, do Progressistas, foi tema de uma reportagem na Revista Veja, publicada na última sexta-feira (7). Durante a entrevista, o mandatário de Mato Grosso do Sul, que busca a reeleição, afirmou que a direita brasileira se unirá em resposta a uma agenda que considera desatualizada e ineficaz do PT. A matéria destacou a trajetória de Riedel, que atuou por quase 20 anos no PSDB antes de se filiar ao PP, onde vive um bom momento político e busca apoio para colocar Flávio Bolsonaro na presidência e seus aliados no Senado.
Riedel mencionou que Mato Grosso do Sul apresenta uma realidade distinta em relação ao restante do Brasil, ressaltando a forte coalizão da direita em torno de sua candidatura. Ele apontou que diversos partidos estão unidos em apoio a seu nome, com Nelsinho Trad como um potencial suplente no Senado. O governador acredita que, no segundo turno, as forças políticas de direita se unirão para garantir a eleição de Flávio. Ele justificou essa previsão ao afirmar que, quando há entrega de resultados, as forças políticas tendem a se unir em torno de um projeto comum.
Na entrevista, o governador também comentou sobre a preferência por Flávio Bolsonaro em detrimento de outros nomes, como Ronaldo Caiado e Zema, afirmando que essa é a escolha majoritária do grupo político que o apoia em Mato Grosso do Sul. Riedel acredita que o estado pode se tornar uma força motriz para a economia brasileira, destacando a importância da diversificação de serviços, incluindo a Rota Bioceânica.
Em relação ao escândalo do Banco Master, Riedel disse que o caso envolve nomes de diferentes espectros políticos, inclusive da esquerda. Ele evitou fazer julgamentos precipitados, afirmando que todos terão a oportunidade de se explicar em momento apropriado. O governador também enfatizou que seu projeto e a coalizão de forças estão acima de questões individuais ou partidárias.
Riedel rechaçou a ideia de ser antipetista, reconhecendo a relevância do partido em gestões passadas, mas criticou a falta de uma agenda mais moderna e relevante. Ele expressou a necessidade de discutir temas que realmente respondam aos desafios atuais do Brasil, como equilíbrio fiscal, competitividade e crescimento econômico. O governador defendeu ainda a criação de projetos a longo prazo que proporcionem um ambiente seguro para atrair investimentos.
Além disso, Riedel sugeriu a reforma política, incluindo o fim da reeleição para a presidência, eleições unificadas e redução no número de partidos políticos. Ele considera que não faz sentido haver mais de trinta projetos ideológicos diferentes coexistindo. Quanto à segurança pública, ele lamentou a falta de integração entre as forças de segurança, que, segundo ele, seria crucial para combater o crime organizado, e propôs investimentos em inteligência.






