Diante de um cotidiano repleto de desafios, duas mulheres de DOURADOS encontraram nas ABELHAS uma forma de terapia e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de negócio. O que começou como um hobby logo se transformou em uma marca de produtos apícolas que conquistou o Brasil, tornando-se um fenômeno de vendas em marketplaces como Shopee e Amazon. Carla Merlo, de 52 anos, sócia-proprietária da Apícola, destaca que a conexão com as ABELHAS trouxe a ela e a sua sócia, Lilian Iguma, uma paz inesperada. "As ABELHAS, o que trouxe para a gente foi muita paz. Era torcendo para que chegasse o sábado, para que a gente pudesse vir e lidar com as ABELHAS", afirma Carla.
Carla, que possui formação em comércio exterior, era proprietária de uma empresa de gestão de condomínios no Rio de Janeiro. A busca por um estilo de vida mais equilibrado a levou a DOURADOS, onde passou a trabalhar na gestão de uma nova empresa ao lado de Lilian Iguma, também de 52 anos, que é médica veterinária e doutora em biologia molecular. Em meio a um processo de atenção à saúde mental, Lilian se deparou com um vídeo sobre ABELHAS nas redes sociais, que despertou seu interesse e o de Carla. Juntas, elas iniciaram uma jornada de aprendizado sobre o fascinante universo das COLMEIAS.
A primeira experiência prática das empreendedoras ocorreu em uma visita à propriedade da família de Lilian, onde descobriram um local que abrigava ABELHAS. Assim, realizaram sua primeira captura e começaram a aprender sobre os cuidados necessários, como transferência e manuseio das caixas. O que era inicialmente uma pequena caixinha se transformou em um projeto maior, com a aquisição de várias COLMEIAS e o envolvimento crescente em um mercado que, no Mato Grosso do Sul, ainda é predominantemente masculino.
As empreendedoras notam que a participação feminina na apicultura é escassa, com cerca de 90% dos envolvidos sendo homens. Elas pretendem mudar essa realidade, unindo forças para incentivar mais mulheres a se aventurarem na apicultura. "É uma área que pouquíssimas mulheres atuam, porque a apicultura, apesar de mexer com um bicho pequeno, é pesada em termos 'braçais', porque trabalha com caixa e é tudo muito pesado", ressalta Lilian.
Apesar de o negócio ter se consolidado, para Carla e Lilian, a relação com as ABELHAS continua a ser uma forma de terapia. Nos finais de semana, Carla dedica seu tempo à confecção de velas a partir da cera de abelha, uma atividade que considera relaxante e apaixonante. "A gente tem que lavar a cera porque ela tem muito própolis, aí tem o processo depois de fazer as 'velinhas' com o 'paviozinho'. São descobertas e é apaixonante", conta Carla, que utiliza moldes temáticos em formato de RAINHAS, que agora fazem parte de sua rotina empreendedora.






