A Energisa, concessionária de energia elétrica, divulgou seu balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2026, revelando uma queda de 24% no lucro líquido em comparação ao mesmo período de 2025. Apesar dessa diminuição, a empresa reportou um lucro de R$ 115,5 milhões, o que representa R$ 1,28 milhão por dia. No primeiro trimestre do ano anterior, o lucro líquido foi de R$ 151,9 milhões.
No último ano, a base de clientes da Energisa cresceu 1,8%, alcançando 1.173.955 consumidores. Contudo, a receita operacional bruta apresentou um recuo, caindo de R$ 1,096 bilhão para R$ 1,011 bilhão. A empresa atribuiu essa redução ao clima menos quente em relação ao ano passado e ao aumento do uso de energia solar.
Esse decréscimo na receita impactou diretamente a arrecadação do ICMS, que é uma das principais fontes de receita do Governo do Estado. No primeiro trimestre de 2025, a arrecadação de ICMS da Energisa foi de R$ 218,1 milhões, ou R$ 2,42 milhões por dia. Em 2026, esse valor caiu para R$ 210 milhões.
A privatização do serviço de distribuição de energia em Mato Grosso do Sul ocorreu em dezembro de 1997, mas a Energisa só chegou ao estado em 2014, após a incorporação da Rede Energia. Desde então, a empresa investiu R$ 5,4 bilhões na modernização e expansão da rede elétrica, incluindo a construção de novas subestações e melhorias na qualidade do fornecimento.
No dia 8 de maio, a Energisa assinou a ampliação do contrato de concessão, que agora se estende até dezembro de 2057. Durante a cerimônia, a direção da empresa anunciou um investimento de R$ 4,4 bilhões nos próximos cinco anos, o que representa um aumento de cerca de 20% na média anual em relação aos anos anteriores. Deste montante, R$ 2,2 bilhões serão alocados para a expansão das redes, resultando em 125 mil novas ligações, enquanto R$ 2 bilhões serão destinados a melhorias e modernização das infraestruturas.
Em 2025, a Energisa obteve um lucro líquido de R$ 407 milhões, uma queda em relação aos R$ 603,7 milhões do ano anterior. Essa diminuição foi explicada pela redução no consumo de energia, decorrente da expansão dos sistemas de energia solar e das temperaturas mais amenas. O balanço apontou que diversas classes de consumidores apresentaram queda no consumo, sendo a classe comercial a mais afetada, com uma diminuição de 7,2%, seguida pelo setor residencial, que teve uma queda de 2,5%. A classe rural também apresentou uma redução de 7,3%.






