O Supremo Tribunal Federal (STF) negou um novo recurso apresentado pela defesa de Everaldo Monteiro de Assis, ex-agente da Polícia Federal, que se aproxima da prisão para cumprir uma pena de 16 anos no Caso Playboy da Mansão. Everaldo foi demitido da PF em fevereiro e é acusado de atuar como intermediário na execução de Marcel Hernandes Colombo, cujos detalhes da morte chocaram a sociedade.
A defesa de Monteiro alega que ainda existe a possibilidade de um último recurso no STF. Em setembro de 2024, o Supremo já havia decidido que a soberania das decisões do Tribunal do Júri, conforme prevista na Constituição Federal, permite a execução imediata da pena imposta. Assim, condenados por júri popular podem ser detidos imediatamente após a decisão, o que se aplica ao caso de Everaldo.
Condenado a oito anos em um júri realizado após a decisão do STF, o ex-policial encontra-se em liberdade enquanto recorre. Entretanto, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) obteve uma decisão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) que aumentou sua condenação e determinou o cumprimento imediato da pena. Apesar dos recursos da defesa, as determinações para a prisão de Everaldo têm sido mantidas pela Justiça.
Em um julgamento virtual ocorrido entre os dias 1º e 11 de maio, a 2ª Turma do STF, por unanimidade, negou o agravo apresentado pela defesa de Monteiro. O relator do caso, ministro Luiz Fux, afirmou que as alegações da defesa não foram suficientes para contestar a decisão anterior.
O advogado Jail Azambuja informou que a defesa ainda planeja recorrer, uma vez que ainda cabe um último recurso no Supremo. Além disso, ele mencionou que estão estudando a possibilidade de apresentar um novo habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde já tramita o recurso da condenação.
O crime em questão ocorreu em 18 de outubro de 2018, quando Marcel Hernandes Colombo, conhecido como Playboy da Mansão, foi executado à queima-roupa em um bar localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na Vila Rosa Pires, em Campo Grande. Colombo era famoso por promover festas em sua residência de alto padrão e, em abril de 2016, ao ser detido, fez comentários irônicos sobre sua situação, mostrando um maço de dólares e zombando da imprensa.






