Exportações brasileiras para China, Europa e Índia crescem enquanto vendas para EUA caem

No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para a China, Europa e Índia registraram um crescimento notável de R$ 16,1 bilhões, superando em seis vezes a queda de R$ 2,6 bilhões nas vendas para os Estados Unidos. O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, anunciou essa informação em uma coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira, 17 de julho.

Müller destacou que o comércio com os EUA já enfrentava dificuldades devido a tarifas impostas em duas etapas no ano anterior, em abril e agosto. Ele também revelou que, em decorrência dessas tarifas, as exportações para os Estados Unidos sofreram uma redução de aproximadamente US$ 2,6 bilhões. Em contrapartida, o Brasil experimentou um aumento de US$ 3,1 bilhões nas vendas para a Europa, US$ 2,5 bilhões para a Índia e US$ 10,5 bilhões para a China, entre outros destinos relevantes.

O dirigente da ApexBrasil enfatizou que as medidas adotadas pelo governo, visando a abertura de novos mercados para produtos brasileiros, contribuíram para essa balança comercial favorável. As negociações em andamento do Mercosul com países como Índia, Japão e Canadá também foram mencionadas como oportunidades para diversificar as exportações, reduzindo a dependência do mercado estadunidense.

Müller informou que 72% das 2,4 mil empresas brasileiras que exportam para os EUA e que recebem apoio da Apex conseguiram diversificar seus mercados entre junho de 2025 e maio de 2026. Essas empresas incorporaram pelo menos um novo destino em suas operações, refletindo um esforço para expandir em diversos setores da economia.

"Estamos avançando na diversificação para outros mercados, com foco em aproveitar novas oportunidades no comércio internacional", afirmou Müller. As prioridades atuais incluem o mercado da União Europeia, especialmente após o recente acordo com o Mercosul, além de países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, que apresentam altas taxas de crescimento.

Além disso, Países da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, foram citados como potenciais novos mercados. Müller ressaltou que esses países têm mostrado interesse em parcerias com o Brasil, destacando suas taxas de crescimento de 7% a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e a demanda por produtos brasileiros, devido à sua população jovem e em desenvolvimento.

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